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Liquidação do Banco Master ativa proteção para ressarcimento de investidor

Especialistas afirmam que aplicação de até R$ 250 mil está protegida pelo Fundo Garantidor de Crédito

Da Redação
DA REDAÇÃO

19/11/2025 • 09:43 • Atualizado em 19/11/2025 • 09:43

Banco Master

Banco Master

Reprodução/Banco Master

A intervenção determinada pelo Banco Central no Banco Master nesta terça-feira (18) provoca dúvidas entre investidores, especialmente aqueles que adquiriram títulos da instituição financeira. Segundo especialistas ouvidos pela BandNews FM, porém, os valores aplicados até o limite de R$ 250 mil serão ressarcidos por meio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mecanismo criado há três décadas para proteger o sistema financeiro nacional.

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No anúncio da liquidação extrajudicial, o Banco Central informou que o Master deixará de operar imediatamente no mercado e que o processo de pagamento aos credores será iniciado conforme prevê a legislação. A intervenção também encerrou as negociações de compra do banco pelo Grupo Fictor, anunciadas na noite anterior. O próprio consórcio de investidores liderados pela Fictor Holding Financeira confirmou a suspensão da operação.

A economista-chefe da Lifetime Gestora de Recursos, Marcela Kawa-uti, explica que o FGC atua como uma espécie de rede de proteção financiada pelos próprios bancos, preparada para assumir pagamentos quando uma instituição apresenta risco de inadimplência.

Segundo ela, o fundo funciona como “um colchão de liquidez” formado com aportes das instituições financeiras. Em suas palavras, esse mecanismo garante os recursos necessários para realizar os pagamentos aos investidores caso um banco tenha problemas e deixa de honrar compromissos. A economista orienta ainda que os clientes acionem a corretora pela qual adquiriram o título, etapa que facilita o trâmite para o recebimento.

Limite de proteção e pagamento dos juros

A especialista certificada pela Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar), Débora Souza, reforça que investidores com aplicações dentro do limite de R$ 250 mil não devem ter prejuízos. Ela destaca que não há necessidade de buscar assessoria jurídica e orienta que os clientes aguardem a conclusão da liquidação para que os valores sejam restituídos corretamente. Segundo a especialista, manter a calma e aguardar o processo oficial é a forma mais segura de garantir o ressarcimento.

Os juros dos investimentos serão contabilizados até o dia da liquidação decretada pelo Banco Central, que, no caso do Banco Master, ocorreu nesta terça-feira. Isso significa que, além do valor aplicado, o investidor deve receber a remuneração acumulada até a data da intervenção.

Como funciona a liquidação de um banco

A economista Marcela Kawa-uti explica que a liquidação extrajudicial é utilizada quando o Banco Central identifica que a instituição pode não conseguir honrar pagamentos. A medida encerra imediatamente as operações do banco e inicia o processo de apuração e quitação de dívidas, evitando que o problema se amplie no sistema financeiro. Segundo ela, esse tipo de intervenção busca preservar a estabilidade do mercado e proteger investidores e clientes.

Com o início da liquidação, o pagamento aos credores segue o fluxo previsto pelo FGC, que será responsável por restituir os investidores dentro dos limites estabelecidos. Informações sobre valores elegíveis e cronograma de pagamento serão divulgadas pelo fundo e pelas corretoras responsáveis pelos produtos adquiridos.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.