
Geraldo Alckmin em coletiva
Reprodução
Resumo
Confirmação da chapa presidencial foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que anunciou Geraldo Alckmin como vice nas eleições de 2026 durante reunião ministerial marcada pela saída de 14 ministros para disputar o pleito deste ano.
Desincompatibilização eleitoral provocou a saída de Alckmin do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mantendo apenas o cargo de vice-presidente, enquanto outros ministros também se afastaram, como Fernando Haddad, Rui Costa, Renan Filho, Simone Tebet e Marina Silva.
Regra eleitoral exige afastamento de ministros, governadores e prefeitos seis meses antes da eleição para evitar uso da máquina pública, mas permite que presidente, vice-presidente e prefeitos concorram à reeleição sem renúncia, afetando o núcleo duro e pastas relevantes do governo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta terça-feira (31) que irá reeditar a chapa presidencial de 2022, com Geraldo Alckmin (PSB) concorrendo novamente como vice dele nas eleições de 2026. O anúncio ocorreu durante uma reunião ministerial no Palácio do Planalto, que marcou a despedida de pelo menos 14 ministros que deixarão seus cargos para disputar o pleito deste ano.
Geraldo Alckmin está entre os que saem, deixando o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral, que se encerra nesta semana. No entanto, a lei não exige seu afastamento do cargo de vice-presidente, que ele continuará exercendo.
A regra de desincompatibilização determina que ministros, governadores e prefeitos que desejam concorrer a outros cargos devem se afastar de suas funções seis meses antes da eleição. A medida visa impedir o uso da máquina pública para fins eleitorais e garantir um equilíbrio na disputa. A lei, contudo, permite que o Presidente, o Vice-Presidente e prefeitos concorram à reeleição sem precisar renunciar aos seus respectivos cargos.
A dança das cadeiras na Esplanada
- A reforma atinge o núcleo duro do governo e pastas de grande peso político e orçamentário. Além de Alckmin, que deve ser substituído por Márcio Elias Rosa no MDIC, outros nomes importantes se despedem:
- Fernando Haddad (Fazenda): Deixou o cargo para disputar o governo de São Paulo e foi substituído por seu secretário-executivo, Dario Durigan.
- Rui Costa (Casa Civil): Sai para concorrer a uma vaga no Senado pela Bahia, sendo substituído por Miriam Belchior.
- Renan Filho (Transportes): Deixa o ministério para disputar o governo de Alagoas. O secretário-executivo George Santoro assume a pasta.
- Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente): Ambas deixam seus ministérios com a possibilidade de disputar vagas no Senado.
Outras saídas relevantes: A lista de ministros que se afastam inclui ainda Carlos Fávaro (Agricultura), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), André Fufuca (Esporte) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas), que concorrerão a cargos no Legislativo.
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