
Lula
Reuters/Adriano Machado
Resumo
Medida Provisória do IOF foi rejeitada pela Câmara dos Deputados, com 251 votos a favor da retirada e 193 contrários. A proposta buscava compensar a perda de arrecadação após o recuo no aumento do imposto.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva não considera a derrubada da MP uma derrota e planeja discutir alternativas com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, após uma viagem internacional.
Resistência de partidos do Centrão foi crucial para a retirada da medida do plenário, evidenciando desafios na articulação política do governo, que agora precisa encontrar novas formas de equilibrar as contas públicas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o governo federal deve avaliar apenas na próxima semana as alternativas à medida provisória que tratava do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), derrubada pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (8). A MP previa um mecanismo de compensação fiscal após o governo ter recuado no aumento do imposto, mas acabou retirada de pauta antes da análise de mérito, com 251 votos a favor e 193 contrários.
A decisão marcou uma derrota política para o governo, que tentava aprovar a medida para reforçar o caixa e equilibrar as contas públicas de 2026. O texto contava com resistência de partidos do Centrão, que decidiram apoiar a retirada da proposta do plenário, levando a medida a caducar sem votação final.
Lula declarou que não vê a derrubada da MP como uma derrota imposta. O presidente afirmou que o governo não deve tomar “nenhuma ação precipitada” e que só irá discutir o tema com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, após retornar de viagem internacional.
Derrota no Congresso
A medida provisória havia sido enviada pelo Executivo como uma forma de compensar a perda de arrecadação com a revogação do aumento do IOF, medida adotada no meio do ano. O governo argumentava que a proposta era essencial para manter o equilíbrio fiscal dentro das metas do arcabouço.
Mesmo assim, a resistência de líderes partidários inviabilizou a votação. Com o apoio do Centrão, o pedido de retirada da pauta foi aprovado, encerrando de forma antecipada a tramitação da medida — que agora perde validade.
O resultado evidenciou dificuldades do Planalto na articulação política com o Congresso, em especial após o avanço de pautas autônomas na Câmara. O governo tenta, agora, buscar uma nova fonte de compensação tributária para cobrir a estimativa de perda de R$ 30 bilhões nas contas públicas.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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