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Lula e Trump marcam encontro em Washington após conversa por telefone

Presidente brasileiro propôs que Conselho da Paz seja focado em Gaza e com assento para a Palestina; líderes também debateram economia e combate ao crime.

Por Redação
REDAÇÃO

26/01/2026 • 16:45 • Atualizado em 26/01/2026 • 16:45

Trump anuncia suspensão de tarifas a produtos brasileiras

Trump anuncia suspensão de tarifas a produtos brasileiras

Ricardo Stuckert/PR

Resumo

Confirmação de viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington para encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após conversa telefônica de 50 minutos que tratou de temas bilaterais e globais.

Planejamento de visita para depois das viagens de Lula à Índia e à Coreia do Sul, com foco em cooperação econômica, segurança e geopolítica, além da discussão sobre a participação do Brasil no "Conselho da Paz" sob condições propostas por Lula.

Destaque para celebração do bom momento das relações comerciais, propostas de cooperação no combate ao crime organizado e expectativa de aprofundamento das parcerias estratégicas entre Brasil e Estados Unidos com a reunião em Washington.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou uma viagem a Washington para se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O acerto ocorreu durante uma conversa telefônica de aproximadamente 50 minutos na manhã desta segunda-feira (26), onde os líderes abordaram uma vasta agenda de temas bilaterais e globais.

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A visita, que ainda não tem data definida, deve acontecer após as viagens de Lula à Índia e à Coreia do Sul, programadas para fevereiro. O diálogo entre os presidentes marca uma nova fase na relação entre Brasil e Estados Unidos, focada em cooperação econômica, segurança e debates sobre a geopolítica mundial.

Durante a ligação, um dos pontos centrais foi o convite feito por Trump para o Brasil integrar o "Conselho da Paz", uma iniciativa americana. Lula propôs que a atuação do órgão seja limitada à questão de Gaza e que inclua um assento para a Palestina, condicionando a participação brasileira a essas mudanças. O presidente brasileiro aproveitou o contexto para reiterar a necessidade de uma reforma ampla na Organização das Nações Unidas (ONU), defendendo a ampliação do número de membros permanentes no Conselho de Segurança, uma antiga demanda da diplomacia brasileira.

A situação na Venezuela também foi pauta da conversa. Lula ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade na região, defendendo a busca por soluções que garantam o bem-estar do povo venezuelano.

Cooperação e Economia

Na esfera bilateral, os presidentes celebraram o bom momento das relações, que, segundo o Palácio do Planalto, resultou no levantamento de parte significativa de tarifas sobre produtos brasileiros nos últimos meses. Trump afirmou que o crescimento econômico de Brasil e Estados Unidos é positivo para toda a região.

Lula reiterou uma proposta, já encaminhada em dezembro ao Departamento de Estado americano, para fortalecer a cooperação no combate ao crime organizado. A iniciativa brasileira prevê um trabalho conjunto mais estreito na repressão à lavagem de dinheiro, tráfico de armas, além do congelamento de ativos de organizações criminosas e um maior intercâmbio de dados sobre transações financeiras. De acordo com o governo brasileiro, a proposta foi bem recebida pelo presidente norte-americano.

Este será o terceiro encontro entre os dois líderes desde que iniciaram uma aproximação política em setembro do ano anterior. A expectativa é que a reunião em Washington sirva para aprofundar as discussões iniciadas e solidificar as parcerias estratégicas entre as duas maiores economias do continente americano.