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"Interesses egoístas e imediatos preponderam sobre o bem comum", diz Lula

Petista esteve em Belém e defendeu superação de combustíveis fósseis e reversão de desmatamento

Da redação
DA REDAÇÃO

06/11/2025 • 17:35 • Atualizado em 06/11/2025 • 17:35

Lula durante a Cúpula de líderes da Cop30

Lula durante a Cúpula de líderes da Cop30

Ricardo Stuckert / PR

Resumo

Evento: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na Cúpula de Líderes em Belém, preparatória para a COP 30, destacando a prevalência de interesses egoístas sobre o bem comum na preservação ambiental e a necessidade de focar no combate às mudanças climáticas. O evento reuniu líderes de mais de 40 países.

Criticas e Posicionamentos: Lula criticou a atenção dada a conflitos armados em detrimento da urgência climática, defendeu o afastamento dos combustíveis fósseis e enfatizou a importância de realizar a COP 30 na Amazônia. Além disso, reforçou o apoio ao Acordo de Paris para limitar o aquecimento global.

Presenças e Objetivos: A cúpula contou com a presença de figuras globais como o príncipe William e líderes europeus como Emmanuel Macron. O encontro teve como foco discutir as intenções e financiamentos para combater as mudanças climáticas, com previsões de discursos de 130 autoridades e representantes de entidades significativas como o Banco Mundial.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, durante discurso de abertura na Cúpula de Líderes em Belém, nesta quinta-feira (6), evento preparatório para a COP 30, que “interesses egoístas e imediatos preponderam sobre o bem comum”, em referência ao cenário de preservação ambiental. O evento na capital paraense reuniu chefes de Estado e de governo de mais de 40 países.

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"Podem não assimilar o significado de um aumento de um grau e meio na temperatura global, mas sofrem com secas, enchentes e furacões. O combate à mudança do clima deve estar no centro das decisões de cada governo, de cada empresa, de cada pessoa", avaliou o petista.

Lula reconheceu como um problema o distanciamento entre o contexto político e a urgência climática, cobrando menos recurso para fins de guerra e uma maior atenção para a proteção ambiental. “Rivalidades estratégicas e conflitos armados desviam a atenção de recursos que deveriam ser destinados para o enfrentamento do aquecimento global”, afirmou.

O presidente fez questão de enfatizar a importância da realização de um evento da magnitude da COP30 em uma cidade na região da Amazônia. “No imaginário global, não há símbolo maior da causa ambiental do que a floresta amazônica”, destacou.

Lula tem defendido a pesquisa de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas pela Petrobras, Contudo, enfatizou a necessidade dos países de se afastarem de combustíveis fósseis, com o intuito de reverter o desmatamento, tema defendido por entidades do clima.

Ele também defendeu o acordo de Paris, que visa limitar a elevação das temperaturas globais. O teto a ser perseguido pelos países é de uma alta máxima 1,5º C em comparação com os níveis pré-industriais. Lula fez críticas à ONU (Organizações das Nações Unidas) , afirmando que “o regime climático não está imune à lógica zero que tem prevalecido na ordem internacional”, além de reforçar falas contra países ricos.

Lula argumentou que o tema de mudança climática deve estar atrelado a questões de desigualdade social e de gênero. O presidente defendeu que o mundo mobilize US$ 1,3 trilhão em recursos para a questão climática.

Na reunião de líderes, o objetivo era apresentar as intenções dos chefes de Estado e de governo com relação ao combate às mudanças climáticas e o financiamento da adaptação verde. A previsão é de que 130 autoridades realizem discursos, além de representntes de entidades como o Banco Mundial e a Agência Internacional de Energia.

Entre as autoridades estão presentes o príncipe William, herdeiro do trono britânico, além de outros líderes europeus, como o presidente da França, Emmanuel Macron, os premiês da Alemanha, Friedrech Merz, e do Reino Unido, Keir Starmer, assim como a presidente da comissão europeia, Ursula von der Leyen.