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Lula reage ao tarifaço de Trump e prepara medidas de reciprocidade

Brasil aciona lei aprovada em abril após sobretaxas impostas pelos EUA

Por Redação
REDAÇÃO

29/08/2025 • 15:24 • Atualizado em 29/08/2025 • 15:24

Lula dá encaminhamento a uso da lei de reciprocidade

Lula dá encaminhamento a uso da lei de reciprocidade

Ricardo Stuckert/Presidência da República

Resumo

Presidente Lula responde a tarifas impostas pelos EUA com a Lei de Reciprocidade Econômica, delegando à CAMEX a responsabilidade de preparar medidas retaliatórias.

Confronto entre Lula e Trump previsto para a próxima Assembleia Geral da ONU, em que ambos discursarão, aumentando a visibilidade do impasse comercial.

Estratégia brasileira de resposta inclui possíveis tarifas adicionais e restrições ao comércio, com o objetivo de negociar em condições equitativas, enquanto o país enfrenta tensão política com o julgamento de Bolsonaro no STF.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o acionamento da Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos em resposta ao tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump. A decisão foi encaminhada à Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), que ficará responsável por abrir consultas, conduzir investigações e preparar medidas de retaliação.

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Com a confirmação do recebimento da solicitação, o próximo passo será a comunicação oficial do Itamaraty ao governo americano. Segundo fontes diplomáticas, o anúncio pode ocorrer ainda nesta semana, dias antes do início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de envolvimento em tentativa de golpe de Estado.

Assembleia da ONU será palco do primeiro embate

O tema promete ganhar ainda mais destaque na próxima Assembleia Geral das Nações Unidas, marcada para 23 de setembro, em Nova York. Pela tradição da ONU, o Brasil será o primeiro país a discursar, com Lula abrindo a sessão. Em seguida, será a vez de Donald Trump, o que deve colocar frente a frente os dois presidentes em meio ao impasse comercial.

A estratégia do governo brasileiro é utilizar a legislação aprovada em abril, que autoriza a aplicação de contramedidas em resposta a práticas consideradas unilaterais e prejudiciais ao comércio nacional. Entre as possibilidades previstas estão a imposição de tarifas adicionais, restrição às importações, suspensão de concessões comerciais e até medidas relacionadas a investimentos.

Contexto político e econômico

O endurecimento da postura brasileira busca equilibrar a balança diante do aumento das tarifas norte-americanas, que afetam diretamente setores estratégicos da economia nacional. Especialistas apontam que a medida também tem peso político, ao reforçar a disposição do Brasil em negociar “em igualdade de condições”, como Lula afirmou em reunião ministerial recente.

A proximidade da Assembleia da ONU amplia a repercussão internacional do caso, uma vez que tanto Brasil quanto Estados Unidos devem utilizar a tribuna global para defender suas posições. Além do embate econômico, o cenário interno brasileiro estará em ebulição, com o julgamento de Bolsonaro no STF previsto para o mesmo período, elevando ainda mais a tensão política.

Texto gerado artificialmente e revisado pela BandNews FM.