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Macron critica 'imperialismo' de Trump e diz que Europa não se curvará

Em Davos, líder francês reafirma apoio à Dinamarca em meio a ameaças de Trump pela Groenlândia; premiê da ilha autônoma alerta para 'invasão militar'

Por Redação
REDAÇÃO

20/01/2026 • 17:30 • Atualizado em 20/01/2026 • 17:30

Macron critica 'imperialismo' de Trump e diz que Europa não se curvará

Macron critica 'imperialismo' de Trump e diz que Europa não se curvará

Reprodução: REUTERS/Gonzalo Fuentes

Resumo

Crítica do presidente da França, Emmanuel Macron, ao interesse militar dos Estados Unidos na Groenlândia eleva a tensão diplomática entre EUA e Europa, com Macron acusando Trump de imperialismo durante discurso no Fórum Econômico Mundial e reafirmando o apoio europeu à Dinamarca.

Escalada de retórica envolve alerta do primeiro-ministro da Groenlândia sobre possível invasão americana e declaração da primeira-ministra dinamarquesa sobre agravamento da crise, intensificados por publicação provocativa de Trump nas redes sociais mostrando mapa com territórios anexados aos EUA.

Rejeição da Dinamarca a negociar soberania da Groenlândia e apoio da França levam União Europeia a planejar resposta conjunta às pressões americanas, enquanto população local acompanha preocupada e crise evidencia afastamento entre EUA e aliados europeus.

O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou duramente a pressão feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela Groenlândia, afirmando que a Europa não irá se curvar ao que chamou de "imperialismo e colonialismo". A declaração foi feita nesta terça-feira durante um discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, e eleva a tensão diplomática entre os EUA e nações europeias por causa do interesse militar americano na ilha autônoma, que é administrada pela Dinamarca.

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Em sua fala, Macron destacou que o momento geopolítico atual não é para ambições expansionistas e reafirmou que os países europeus seguirão unidos ao lado da Dinamarca. O interesse do governo Trump na Groenlândia é motivado por questões estratégicas e militares, devido à sua localização privilegiada no Ártico.

Tensão e Alertas de Invasão

O discurso de Macron ocorre em um momento de escalada na retórica. Hoje, o primeiro-ministro da Groenlândia pediu à população que se prepare para uma possível invasão militar por parte dos Estados Unidos. A primeira-ministra da Dinamarca, por sua vez, reforçou o clima de apreensão ao destacar que "o pior está por vir", sinalizando que a crise diplomática pode se agravar.

A situação foi intensificada por uma publicação de Donald Trump nas redes sociais. O americano compartilhou uma fotografia de uma reunião com líderes europeus na qual foi inserida, por meio de inteligência artificial, uma imagem de um mapa das Américas. Na montagem, territórios como Venezuela, Groenlândia e Canadá aparecem como parte dos Estados Unidos, em um gesto visto como provocação.

Próximos passos no cenário diplomático

Com a recusa firme da Dinamarca em negociar a soberania da ilha e o apoio declarado da França, a expectativa é de que a União Europeia adote uma postura mais unificada contra as pressões americanas. Diplomatas devem se reunir nos próximos dias para discutir uma resposta conjunta às ações de Trump.

Enquanto isso, a população da Groenlândia e da Dinamarca acompanha com preocupação os desdobramentos, aguardando os próximos movimentos de Washington. A crise evidencia o crescente distanciamento entre os Estados Unidos e seus aliados tradicionais europeus durante o atual governo americano.