Atitudes do marido da soldado Gisele Alves Santana, encontrada morta em seu apartamento no centro de São Paulo, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, levaram à condenação do Governo de São Paulo em uma ação por danos morais. Essa ação foi movida por uma policial subordinada ao oficial, a sargento Valéria Barreto dos Santos, que processou a Fazenda Pública.A BandNews FM teve acesso à petição inicial, em que a sargento relata que, em um episódio em julho de 2022, o então major Geraldo Leite Rosa Neto passou a perseguir o efetivo feminino do batalhão que liderava. Sem justificativa legal, ele pediu a transferência de quatro agentes mulheres para outro batalhão por um suposto extravio de documento, que foi provado falso no futuro.As PMs pediram uma apuração dentro da própria Polícia Militar sobre o caso. E, segundo a denúncia, ele passou a desdenhar o efetivo feminino, com palavras e olhares de intimidação. No caso da sargento Valéria, ele passou a fiscalizá-la com tratamento desigual e desproporcional ao aplicado aos homens do batalhão.Entre as perseguições, ele exigia que ela começasse a trabalhar antes do horário determinado e a fazia de chacota em frente ao batalhão quando ela não chegava antes mesmo da hora de trabalho. No processo, a sargento afirmou que já era um hábito do então major utilizar a função para punir os subordinados com teor pessoal.
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