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Marina Silva deixa audiência no Senado após sofrer ataques de parlamentar

Senador Plínio Valério (PSDB) e ministra discutiram durante sessão feita na Comissão de Serviços de Infraestrutura

Da Redação
DA REDAÇÃO

27/05/2025 • 23:36 • Atualizado em 27/05/2025 • 23:36

Marina Silva deixou comissão no Senado

Marina Silva deixou comissão no Senado

Reprodução/Geraldo Magela/Agência Senado

A Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, deixou a sessão feita, nesta terça-feira (27), na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, após discutir e ser atacada por parlamentares da Casa.

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O bate-boca começou quando Marina se sentiu ofendida com falas do parlamentar Omar Aziz (PSD-AM) e questionou a condução da audiência presidida pelo senador Marcos Rogério (PL-RO), que havia cortado o microfone dela várias vezes, impedindo-a de falar e ironizado suas queixas.

“Me respeite, se ponha no teu lugar”, declarou o presidente da sessão. A fala gerou tumulto e ele tentou se explicar, alegando que o “lugar” de Marina era como chefe da pasta do Meio Ambiente de Estado.

Foi então que, em outro momento da sessão, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) afirmou que era preciso separar a ministra da mulher, porque, de acordo com ele, a "mulher merece respeito e a ministra, não".

"Sou uma mulher de luta e de paz. Mas, nunca vou abrir mão da luta. Não é pelo fato de eu ser mulher que vou deixar as pessoas atribuírem a mim coisas que [eu] não disse", retrucou Marina, que pediu para que o parlamentar se desculpasse e advertiu que caso contrário, ela deixaria a audiência.

Plínio Valério se recusou a pedir perdão. A chefe da pasta, então, se levantou e deixou a sala.

A retirada de Marina Silva causou um alvoroço na Casa. O presidente da comissão, ameaçou convocá-la para falar, o que tornaria obrigatória a presença dela.

Já a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) acusou Marcos Rogério de machismo e de ter desrespeitado Marina. O líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE), também saiu em defesa da ministra.

Por meio de nota, o presidente da comissão se justificou, alegando que “em nenhum momento houve qualquer manifestação que buscasse diminuir ou desqualificar a ministra”.

A sessão tinha como objetivo tratar da criação de quatros unidades de conservação marítimas do Amapá.

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