Resumo
O mercado financeiro reduziu a estimativa de inflação para 2026 após o Banco Central divulgar a prévia do IPCA de junho, que ficou em 0,16%, abaixo do previsto de 0,31%, com destaque para a deflação dos alimentos e queda nos preços de combustíveis.
A colunista Juliana Rosa ressaltou que, apesar do alívio nos preços e impactos positivos em diversos setores, o orçamento das famílias permanece pressionado e a queda pontual não elimina o efeito das altas anteriores.
A expectativa do mercado é que o Banco Central corte os juros em agosto, mas a trajetória de inflação enfrenta riscos externos como valorização do petróleo devido à guerra no Oriente Médio e efeitos climáticos do El Niño nas plantações, podendo elevar novamente o IPCA.
O mercado financeiro reduziu a estimativa média da inflação para 2026 nesta segunda-feira (13), após o Banco Central divulgar a prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. O dado aponta que o IPCA no mês de junho ficou em 0,16%, registro abaixo do previsto, de 0,31%.
A colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa, avalia que, embora a descompressão seja uma notícia favorável, o orçamento das famílias brasileiras continua sob forte pressão de preços elevados.
Alívio de preços de forma generalizada
De acordo com Juliana Rosa, o resultado abaixo do esperado no último mês trouxe notícias positivas generalizadas para os diferentes setores que compõem o índice oficial. O principal destaque positivo foi o grupo de alimentos, que registrou deflação, acompanhado pela redução nos preços de combustíveis essenciais como diesel, gasolina e etanol.
Já os produtos industriais e o setor de serviços também mantiveram a tendência de subidas mais lentas. Apesar do resultado, a colunista alerta que a queda pontual não anula o impacto das altas anteriores.
"Quando tem uma ligeira queda, não significa que as coisas de repente ficaram baratas", ponderou a jornalista.
O impacto nas próximas decisões sobre juros
Segundo Juliana Rosa, o cenário ainda exige cautela para a economia do país, principalmente nas projeções de corte de juros pelo Banco Central. Atualmente, a taxa básica de juros está fixada em 14,25% ao ano, e o mercado financeiro estima que a Selic termine o período em 14%.
A expectativa é que um eventual corte de juros ocorra em agosto, durante a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
A consolidação dessa trajetória enfrentará desafios importantes no segundo semestre deste ano. Fatores externos, como a valorização do petróleo, devido à guerra no Oriente Médio, e riscos climáticos, a exemplo do fenômeno El Niño previsto para afetar as plantações do país entre agosto e setembro, podem pressionar novamente o IPCA.
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