A chance de corte de juros pelo Banco Central aumentou. Seria um alívio para tanta gente e tantas empresas endividadas – e foi justamente por isso que a Bolsa de Valores deu um salto de quase 3%.
O grande destaque da inflação oficial de junho ficou com os alimentos. O preço médio da comida consumida dentro de casa caiu 0,39%, depois de altas fortes nos meses anteriores.
Os combustíveis também seguem recuando, com quedas em gasolina, diesel e etanol. E a inflação foi menor em produtos industriais e serviços, um movimento que já pode ser reflexo da perda de força da economia.
Mas é preciso ter cautela. A inflação ainda está alta: embora o resultado acumulado em doze meses tenha recuado, está em 4,64%, acima do teto da meta do governo, que é de 4,5%.
Há riscos concretos pela frente. O fenômeno climático El Niño deve pressionar os preços dos alimentos entre agosto e setembro. Existe ainda o risco da guerra e seus efeitos sobre o petróleo. E as medidas do governo para impulsionar o consumo ainda não apareceram totalmente na inflação.
Tivemos um alívio, mas há riscos à frente.
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