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FAB inaugura Museu Aeroespacial Paulista em SP com cem aeronaves históricas

Complexo instalado no Campo de Marte reúne aviões históricos, peças raras e espaços interativos; abertura ao público deve ocorrer em 2027, após a conclusão das próximas etapas do projeto

Matheus Christov
MATHEUS CHRISTOV

04/07/2026 • 08:00 • Atualizado em 04/07/2026 • 08:00

A Força Aérea Brasileira (FAB) inaugurou, nesta sexta-feira (3), o Museu Aeroespacial Paulista (MAPA), novo complexo dedicado à preservação da história da aviação brasileira.

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Instalado no Campo de Marte, na zona norte de São Paulo, o espaço nasce como um dos maiores museus de aviação militar do mundo e reúne um acervo de aproximadamente 100 aeronaves, entre modelos civis e militares.

Nesta primeira fase, foi aberto o chamado "Hangar Zero Uno", que funciona como porta de entrada para o circuito do museu. O ambiente reúne miniaturas de aviões, hélices, capacetes, fotografias históricas, uniformes e aeronaves.

Outro destaque é o Salão Azul, que homenageia personagens importantes da aviação brasileira e ex-comandantes da Aeronáutica. No teto, uma maquete do 14-Bis chama a atenção dos visitantes.

Ao lado, uma réplica da aeronave, doada pelo paraquedista Luigi Cani, integra a exposição que apresenta uma linha do tempo da evolução da aviação no Brasil e no mundo.

Entre as aeronaves já destinadas ao museu estão modelos históricos como o caça alemão Bf 109, utilizado na Segunda Guerra Mundial, o inglês Spitfire, além de aviões que marcaram diferentes fases da aviação brasileira.

Ao todo, o projeto prevê dez hangares distribuídos em uma área de 100 mil metros quadrados. Quando concluído, o complexo contará com espaços dedicados à restauração de aeronaves, defesa aérea, exploração espacial, atividades educativas, exposições interativas e até um mirante com vista para o Aeroporto Campo de Marte.

Segundo a FAB, apenas cerca de 2% do projeto foi entregue nesta primeira etapa. A expectativa é que, com a conclusão das obras, o museu seja aberto ao público e se torne um dos principais polos de preservação da memória aeronáutica da América Latina.

"É um avanço muito grande para a cultura aeronáutica, principalmente para uma cidade como São Paulo, que precisava desse "tijolinho" para completar o mural de cultura que temos aqui", disse o Major-Brigadeiro do Ar, Rodrigo Fernandes, diretor do museu.

Além do acervo histórico, o MAPA também recebeu intervenções artísticas. Um dos hangares ganhou um mural assinado pelo artista urbano Gabriel Menezes, o Mena, que retrata diferentes fases da aviação brasileira ao lado de Santos Dumont.

O projeto foi desenvolvido pela FAB em parceria com o Museu Asas de um Sonho e reúne aeronaves e peças históricas vindas de diferentes unidades da Aeronáutica espalhadas pelo país. O transporte desse material mobilizou equipes durante meses e percorreu mais de 25 mil quilômetros para levar as aeronaves até São Paulo.

O espaço deverá ser aberto ao público em 2027 e as obras devem prosseguir por pelo menos dois anos.