A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai protocolar nesta terça-feira (25) uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo o impedimento dos ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino de votarem no julgamento do caso da tentativa de golpe de Estado. A análise e as informações são da colunista da BandNews FM Mônica Bergamo.
Para Mônica, a chance de haver o impedimento dos ministros é "zero". "A chance de os dois ministros serem impedidos é menos zero, vou cravar que é zero".
O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, irá analisar o pedido e poderá declarar o impedimento dos ministros, levar a análise para o plenário ou arquivar.
A chance dele arquivar é praticamente de 100%. Nunca na história do Supremo Tribunal Federal um ministro foi declarado impedido de votar por seus pares, portanto isso não vai acontecer
Réus do 8 de janeiro protocolaram mais de 100 pedidos de impedimento do ministro Alexandre de Moraes, e Barroso arquivou todos. No STF, fica a cargo dos próprios ministros a declaração de suspeição para votar em determinados julgamentos. "Dino e Cristiano Zanin não vão se declarar impedidos", disse Mônica.
A defesa de Bolsonaro alega que Dino deve ser impedido de atuar no julgamento do caso por conta de uma queixa-crime que ele protocolou contra Bolsonaro, em 2021.
Na época, Dino era governador do Maranhão e Bolsonaro alegou não visitou o estado porque Dino teria impedido a Polícia Militar (PM) de fazer a segurança do então presidente. Dino afirmou que a declaração se tratava de uma mentira e, em seguida, protocolou a queixa-crime, que não foi julgada até hoje.
O ministro Flávio Dino diz que não vê problemas em participar do julgamento. Já sobre Cristiano Zanin, a defesa de Bolsonaro alega Zanin advogou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a coligação para qual Lula concorreu à presidência. Zanin não se considera suspeito nesse caso. Ele já se declarou impedido em outros casos e em ações que envolvem o presidente.
"É uma tentativa, mas é uma tentativa que deve morrer na praia. Vários outros investigados estão protocolando essas petições nas últimas horas, mas não devem ser acatados", disse Mônica.
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