O empresário Roberto Leme, conhecido como Beto Louco, apresentou ao Ministério Público de São Paulo os anexos de uma proposta de delação premiada ligada à Operação Carbono Oculto, que investiga um esquema bilionário de fraudes fiscais, sonegação e lavagem de dinheiro. Segundo apuração da colunista da BandNews FM Mônica Bergamo, o material inclui documentos, dados e dezenas de celulares que podem servir como prova das acusações.
A nova tentativa de colaboração difere de uma investida anterior feita em Brasília, rejeitada por falta de evidências. Desta vez, o foco está em autoridades estaduais, e o empresário promete detalhar a participação de servidores e até magistrados no esquema. A delação está sob análise do Ministério Público paulista e do procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira Costa.
Mônica destaca que acordos desse tipo só avançam quando há elementos concretos de comprovação, já que a palavra do delator, isoladamente, não é suficiente. Ela também chama atenção para o fato de o empresário ter concordado com o pagamento de multa e ressarcimento ao Estado.Para a colunista, o desfecho dependerá da robustez das provas apresentadas. A Operação Carbono Oculto, deflagrada em 2025, revelou a infiltração do crime organizado em setores formais da economia.
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