Resumo
Desistência da primeira-dama Janja Lula da Silva de desfilar no carro alegórico da Acadêmicos de Niterói ocorreu após pressão de ministros, preocupados com possíveis repercussões jurídicas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e desgaste político em ano eleitoral.
Decisão de Janja foi tomada dias antes, mas mantida em sigilo para não desmotivar a escola de samba, sendo ela substituída de última hora pela cantora Fafá de Belém; nota oficial justificou a ausência como gesto de proteção diante da possibilidade de perseguição à escola e ao presidente Lula.
Avaliação do Planalto destacou preocupação com eventual enquadramento do desfile como campanha antecipada, já que o TSE alertou para fiscalização rigorosa, levando também ministros e deputados a evitarem participação direta, enquanto Lula assistiu à homenagem de camarote e familiares participaram do desfile.
A primeira-dama, Janja Lula da Silva, desistiu de desfilar no carro alegórico da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite deste domingo (15), na Marquês de Sapucaí. A decisão foi tomada após intensa pressão de ministros, que temiam tanto repercussões jurídicas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto um desgaste político da imagem do governo em pleno ano eleitoral.
Decisão nos bastidores e justificativa oficial
Embora a desistência tenha sido confirmada apenas momentos antes do desfile, a decisão já havia sido tomada por Janja desde a última quinta-feira (12). Segundo a colunista da BandNews FM Mônica Bergamo a informação não foi divulgada para não desmotivar a escola de samba, que contava com a presença da primeira-dama e precisou substituí-la às pressas pela cantora Fafá de Belém.
Em nota oficial enviada à imprensa, a assessoria de Janja afirmou que a medida foi um gesto de proteção. “Diante da possibilidade de perseguição à escola e ao presidente Lula (...) Janja optou por não desfilar para evitar perseguição da pessoa que ela mais ama na vida”, diz o comunicado. A primeira-dama esteve na concentração para apoiar a agremiação, que classificou como "extremamente corajosa".
Homenagem sob o olhar do TSE
Mônica avalia que a preocupação do Planalto tem fundamento no fato de estarmos em um ano eleitoral. Antes do carnaval, o Tribunal Superior Eleitoral, ao analisar uma tentativa de barrar o enredo, decidiu por não aplicar censura prévia, mas avisou que o desfile não era um "salvo-conduto" e que estaria de olho em qualquer ato que pudesse ser enquadrado como campanha antecipada. O temor de uma ação judicial levou não apenas Janja, mas também ministros e deputados a recuarem da participação.
O presidente Lula compareceu ao Sambódromo e assistiu à homenagem de um camarote, ao lado da primeira-dama. Outros familiares do presidente, como a neta Bia Lula, que não possuem vínculo direto com a administração do governo, participaram do desfile em carros alegóricos.
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