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Mônica Bergamo: Senado resiste à indicação de Jorge Messias ao STF

Parlamentares usam a indicação ao Supremo para reagir às investigações sobre emendas e enviam recado direto ao Planalto

Da redação
DA REDAÇÃO

17/11/2025 • 10:11 • Atualizado em 17/11/2025 • 10:11

Mônica Bergamo
Resumo

Indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal enfrenta resistência no Senado devido à insatisfação com investigações da CGU, Polícia Federal e ministro Flávio Dino sobre uso de emendas parlamentares.

Pressão política do Senado utiliza a indicação ao STF por conta do rigor das apurações de repasses. O objetivo não é rejeitar Messias, mas fazer o Planalto ouvir as reclamações sobre operações policiais, auditorias e decisões judiciais que têm atingido diferentes partidos.

Articulação do presidente Lula busca manter o nome de Messias, intensificando negociações e oferecendo diálogo, cargos e espaços, enquanto tenta equilibrar demandas políticas e preservar autonomia de órgãos de controle.

A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal enfrenta forte resistência no Senado. Segundo a colunista Mônica Bergamo, da BandNews FM, o obstáculo não está no nome do advogado-geral da União, que é bem avaliado pelos parlamentares, mas na insatisfação com a atuação da CGU, da Polícia Federal e do ministro Flávio Dino, responsáveis por investigações sobre o uso de emendas parlamentares.

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O recado político enviado ao Planalto

Nos bastidores, senadores afirmam que o governo só conseguirá avançar na indicação se atender à principal queixa do Congresso: o rigor das apurações que envolvem repasses de emendas. Em tom direto, circula entre os parlamentares a mensagem: se o governo não frear as apurações sobre emendas realizadas pela CGU e pela PF, a indicação ao STF não avança.

Segundo a jornalista, o Senado decidiu usar a indicação ao Supremo como forma de pressionar o governo. O objetivo não é rejeitar Messias, mas fazer o Planalto ouvir as reclamações sobre operações policiais, auditorias e decisões judiciais que têm atingido diferentes partidos.

Emendas sob investigação e clima político tenso

O estopim para a insatisfação foi a solicitação de Flávio Dino para que a Polícia Federal investigasse o repasse de recursos a 34 ONGs, após relatório da CGU apontar falhas graves. Parlamentares também citam operações da PF que atingiram aliados de várias legendas, inclusive uma ação que teve como alvo a ex-nora do presidente Lula.

Para Bergamo, o sentimento dominante é de que a fiscalização está “atingindo todo mundo”, e isso levou parte do Senado a criar barreiras políticas até que o Executivo sinalize algum tipo de acomodação.

Lula tenta manter o nome de Messias, mas depende de articulação

Apesar do impasse, a colunista afirma que Lula não pretende desistir de Jorge Messias. O presidente deve intensificar negociações antes de enviar o nome ao Senado, já que nenhum indicado ao STF foi rejeitado na etapa de sabatina e votação.

O governo trabalha para recompor apoios por meio de:

  • diálogo sobre emendas;
  • negociações políticas com líderes partidários;
  • liberação de cargos e espaços no governo.

O desafio do Planalto é atender às demandas políticas sem comprometer a autonomia da CGU e da PF, órgãos essenciais no combate a irregularidades.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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