
Moraes autorizou cirurgia de Jair Bolsonaro para combater crises de soluços decorrentes de hérnia inguinal
Reprodução/redes sociais
Resumo
Autorização do Supremo Tribunal Federal permite a internação e cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro, após pedido da defesa e laudo da Polícia Federal que confirmou hérnia inguinal bilateral.
Transferência de Bolsonaro para o hospital DF Star acontecerá sob rígido esquema de segurança da Polícia Federal, com proibição de entrada de eletrônicos e restrição de visitas, sendo permitida apenas a presença de Michelle Bolsonaro.
Equipe médica liderada pelo cirurgião-geral Dr. Claudio Birolini classifica a cirurgia como simples e eletiva, contando ainda com a participação do clínico geral Dr. Wallace Stwart Carvalho Padilha, do diretor-geral Dr. Allisson Bruno Barcelos Borges e do cardiologista Dr. Brasil Ramos Caiado.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (23) a internação e a realização de um procedimento cirúrgico no ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime fechado. A decisão atende a um pedido da defesa, que apontou a necessidade de uma intervenção para corrigir uma hérnia inguinal bilateral, confirmada por laudo da Polícia Federal.
Bolsonaro será transferido da superintendência da PF para o hospital DF Star, em Brasília, na manhã de quarta-feira (24), com a cirurgia marcada para as 8h de quinta-feira (25).
A autorização determina um rigoroso esquema de segurança a ser conduzido pela Polícia Federal durante todo o período de internação. Segundo a decisão, o transporte deve ser feito de maneira discreta, com o desembarque ocorrendo diretamente nas garagens do hospital.
Além disso, o ex-presidente ficará sob vigilância 24 horas por dia.
Segurança reforçada e visitas restritas
O despacho do ministro Alexandre de Moraes detalha todas as regras para a estadia de Bolsonaro no hospital. A Polícia Federal deverá manter, no mínimo, dois policiais na porta do quarto, além de equipes posicionadas dentro e fora da unidade de saúde. O objetivo é garantir a segurança tanto do ex-presidente quanto do hospital.
Fica expressamente proibida a entrada de computadores, celulares ou qualquer outro tipo de dispositivo eletrônico no quarto, com exceção dos equipamentos médicos.
A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, foi autorizada a acompanhar o marido durante a internação. Demais visitas, no entanto, só poderão ocorrer com uma autorização judicial prévia.
Cirurgia é 'mais simples', diz médico
A equipe médica responsável pelo procedimento inclui o cirurgião-geral Dr. Claudio Birolini, que já acompanhou Bolsonaro em outras internações.
Em declaração, Birolini explicou a natureza da cirurgia: “É muito mais simples, por se tratar de um procedimento padronizado e realizado de forma eletiva. A outra foi uma cirurgia não regrada, em uma situação de emergência no que chamamos de um 'abdome hostil'”.
Além dele, compõem a equipe o clínico geral Dr. Wallace Stwart Carvalho Padilha, o diretor-geral do DF Star, Dr. Allisson Bruno Barcelos Borges, e o cardiologista Dr. Brasil Ramos Caiado.
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