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Brasil

Moraes autoriza cirurgia de Bolsonaro com forte esquema de segurança

Ex-presidente será transferido nesta quarta-feira (24) para o hospital DF Star, onde passará por um procedimento na quinta (25)

2 min

23/12/2025 15:49 • Atualizado há 305 dias

Moraes autoriza cirurgia de Bolsonaro com forte esquema de segurança

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (23) a internação e a realização de um procedimento cirúrgico no ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime fechado. A decisão atende a um pedido da defesa, que apontou a necessidade de uma intervenção para corrigir uma hérnia inguinal bilateral, confirmada por laudo da Polícia Federal.

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Bolsonaro será transferido da superintendência da PF para o hospital DF Star, em Brasília, na manhã de quarta-feira (24), com a cirurgia marcada para as 8h de quinta-feira (25).

A autorização determina um rigoroso esquema de segurança a ser conduzido pela Polícia Federal durante todo o período de internação. Segundo a decisão, o transporte deve ser feito de maneira discreta, com o desembarque ocorrendo diretamente nas garagens do hospital.

Além disso, o ex-presidente ficará sob vigilância 24 horas por dia.

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Segurança reforçada e visitas restritas

O despacho do ministro Alexandre de Moraes detalha todas as regras para a estadia de Bolsonaro no hospital. A Polícia Federal deverá manter, no mínimo, dois policiais na porta do quarto, além de equipes posicionadas dentro e fora da unidade de saúde. O objetivo é garantir a segurança tanto do ex-presidente quanto do hospital.

Fica expressamente proibida a entrada de computadores, celulares ou qualquer outro tipo de dispositivo eletrônico no quarto, com exceção dos equipamentos médicos.

A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, foi autorizada a acompanhar o marido durante a internação. Demais visitas, no entanto, só poderão ocorrer com uma autorização judicial prévia.

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Cirurgia é 'mais simples', diz médico

A equipe médica responsável pelo procedimento inclui o cirurgião-geral Dr. Claudio Birolini, que já acompanhou Bolsonaro em outras internações.

Em declaração, Birolini explicou a natureza da cirurgia: “É muito mais simples, por se tratar de um procedimento padronizado e realizado de forma eletiva. A outra foi uma cirurgia não regrada, em uma situação de emergência no que chamamos de um 'abdome hostil'”.

Além dele, compõem a equipe o clínico geral Dr. Wallace Stwart Carvalho Padilha, o diretor-geral do DF Star, Dr. Allisson Bruno Barcelos Borges, e o cardiologista Dr. Brasil Ramos Caiado.