A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirma que ele não autorizou o uso de sua imagem e de sua voz no vídeo gerado por inteligência artificial exibido na convenção do PL. Com isso, a responsabilidade pela peça pode recair sobre o candidato Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, e sua campanha.
A colunista de política da BandNews FM, Mônica Bergamo, informa que a oposição já apresentou duas ações —uma no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e outra no Supremo Tribunal Federal (STF)— para questionar o vídeo.
Segundo a colunista, uma resolução do TSE proíbe o uso de inteligência artificial para favorecer ou prejudicar candidaturas por meio de conteúdo capaz de induzir o eleitor a erro, ainda que haja autorização da pessoa retratada.
Mônica Bergamo ressalta que, embora os participantes da convenção do PL, realizada no último sábado (25), soubessem que o vídeo havia sido produzido com IA, o material passou a circular também fora do evento.
Nos bastidores, segundo a colunista, o TSE sofre pressão do STF para tomar uma decisão sobre o caso. Há o temor de que um eventual entendimento favorável à candidatura de Flávio Bolsonaro seja interpretado como uma liberação ampla para o uso desse tipo de conteúdo em campanhas eleitorais.
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