
O tenente-coronel Mauro Cid foi ouvido pelo STF
Gustavo Moreno/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve nesta terça-feira (17), a delação do tenente-coronel Mauro Cid. A medida foi tomada após analisar o pedido das defesas dos investigados na suposta tentativa de golpe de estado em 2022, que alegaram que o ajudante de ordens do ex-presidente teria violado o sigilo da colaboração e mentido em seu interrogatório.
De acordo com Moraes, as solicitações dos advogados foram "irrelevantes e impertinentes". Além disso, o ministro também negou que tivessem um prazo maior para examinarem materiais produzidos pela Polícia Federal.
A tentativa de anular a delação se baseou em reportagens que atribuíram a Cid a autoria de mensagens em redes sociais comentando o próprio acordo de colaboração com a PF, o que seria um descumprimento das cláusulas de sigilo.
Caso tivesse o acordo de delação anulado, o ajudante de ordens de Bolsonaro perderia benefícios previstos, como eventual redução de pena em caso de condenação. Mauro Cid negou ter feito as publicações atribuídas a ele e disse não ter conhecimento da conta em que as mensagens foram realizadas.
Em paralelo, além de manter as denúncias, Moraes autorizou a realização de acareações entre o ex-ministro Walter Braga Netto e Cid e entre o ex-comandante do Exército, Freire Gomes, e o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres.
As sessões vão ocorrer na próxima terça-feira (24). O procedimento consiste em apurar a verdade no depoimento ou declaração das testemunhas e das partes, com um confronto para levantar divergências até que se chegue às alegações e afirmações verdadeiras.
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