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Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria até decisão do STF

Ministro deu prazo para governo e Congresso prestarem informações sobre a norma que pode beneficiar condenados pelo 8 de janeiro

Da redação
DA REDAÇÃO

09/05/2026 • 16:02 • Atualizado em 10/05/2026 • 22:42

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)

Luiz Silveira/STF

Resumo

Decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria após ações da ABI e da federação PSOL-Rede questionarem a constitucionalidade do texto aprovado pelo Congresso.

Alteração de regras de cálculo de penas pode impactar condenados pelos atos de 8 de janeiro, com ao menos dez pedidos de revisão de penas já apresentados ao STF com base na nova legislação.

Veto do presidente Lula foi derrubado pelo Congresso, promulgação ocorreu pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e a federação PT-PCdoB-PV anunciou que acionará o Supremo contra a medida, enquanto Presidência e Congresso têm cinco dias para enviar informações e AGU e PGR terão três dias para manifestação antes da análise pelo plenário do STF.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a aplicação da chamada Lei da Dosimetria até que a Corte decida sobre a constitucionalidade da norma. A medida foi tomada após ações apresentadas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação PSOL-Rede questionarem o texto aprovado pelo Congresso.

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A lei altera regras de cálculo de penas e pode impactar condenados pelos atos criminosos de 8 de janeiro. Segundo o STF, ao menos dez pedidos de revisão de penas já foram apresentados com base na nova legislação.

O texto havia sido vetado pelo presidente Lula (PT), mas o veto foi derrubado pelo Congresso Nacional. A promulgação foi feita pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A federação formada por PT, PCdoB e PV também anunciou que vai acionar o Supremo contra a medida.

Na decisão, Moraes deu um prazo de cinco dias para a Presidência da República e o Congresso enviarem informações sobre o caso. Depois, a Advocacia-Geral da União e a Procuradoria-Geral da República terão três dias para se manifestar antes da análise do plenário do STF.

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