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Mulher é morta por agente de imigração nos EUA; Minneapolis tem protestos

Segundo autoridades federais, vítima teria tentado atropelar agentes; prefeito contesta versão e pede a saída da corporação da cidade

Por Redação
REDAÇÃO

07/01/2026 • 16:51 • Atualizado em 07/01/2026 • 16:51

Agentes de imigração dos EUA matam mulher

Agentes de imigração dos EUA matam mulher

Divulgação/Redes sociais

Resumo

Um agente do Serviço de Imigração dos Estados Unidos matou a tiros uma mulher de 37 anos durante uma operação em Minneapolis, provocando protestos e contestação sobre a conduta policial e a versão oficial do incidente.

O Departamento de Segurança Interna classificou o caso como "ato de terrorismo doméstico", alegando que a motorista tentou atropelar agentes, enquanto autoridades locais, como o prefeito Jacob Frey e o governador Tim Walz, repudiaram a justificativa federal e acusaram o ICE de agir de forma imprudente.

Manifestações populares ocorreram próximo ao local do tiroteio, marcando forte tensão na cidade e região, especialmente em meio à operação federal de imigração voltada à comunidade somali, enquanto a investigação do caso será conduzida pelo FBI e autoridades estaduais.

Uma mulher de 37 anos foi morta a tiros por um agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) dos Estados Unidos nesta quarta-feira (7), em Minneapolis. O incidente, que ocorreu durante uma operação da agência federal em um bairro residencial, gerou uma onda de protestos na cidade.

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Enquanto o Departamento de Segurança Interna (DHS) alega que a motorista "usou o veículo como arma" em uma tentativa de atropelar os oficiais, o prefeito da cidade, Jacob Frey, contesta a versão e acusa o agente de agir de forma imprudente.

A informação foi primeiramente reportada pelo correspondente da Band em Nova York, Eduardo Barão, que confirmou que a vítima era uma cidadã americana, moradora do bairro, e não estava sendo procurada. Testemunhas no local afirmam que houve uma discussão e, quando a motorista deu ré para sair com o carro, o agente efetuou os disparos.

O que dizem as autoridades

O Departamento de Segurança Interna (DHS), órgão que comanda o ICE, classificou a ação da motorista como um "ato de terrorismo doméstico". Em nota, a porta-voz Tricia McLaughlin afirmou que "um agente do ICE, temendo por sua vida, pela vida de seus colegas policiais e pela segurança do público, disparou tiros defensivos".

A versão oficial sustenta que a mulher tentou atropelar os agentes que realizavam uma operação na área. A narrativa, no entanto, é duramente rebatida pelas autoridades locais.

O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, afirmou ter visto um vídeo da ação e classificou a alegação de legítima defesa como "bullshit" (besteira, em tradução livre). Frey exigiu a saída imediata do ICE da cidade, declarando que os agentes federais estão "causando o caos".

O governador do estado de Minnesota, Tim Walz, também contestou a versão federal, chamando-a de "propaganda".

Tensão e Protestos

Logo após o ocorrido, dezenas de manifestantes se reuniram no local do tiroteio, em uma área a poucos quilômetros de onde George Floyd foi morto em 2020 - sua morte gerou o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam). Com gritos de "Vergonha!" e "ICE fora de Minnesota!", o grupo protestou contra a presença dos agentes federais na cidade.

A cidade de Minneapolis e a vizinha St. Paul estão em alerta desde que o DHS anunciou uma grande operação de imigração na região, com um efetivo de cerca de 2 mil agentes.

A ação tem como foco principal a comunidade de imigrantes somalis, sob a alegação de investigação de fraudes.

A investigação sobre a morte da mulher ficará a cargo do FBI e de autoridades estaduais de Minnesota.