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Nas asas de Vorcaro: Andreazza desconstrói notas de Moraes e Viviane Barci

Colunista da BandNews FM dissecou as explicações sobre oito viagens feitas pelo ministro e pela esposa em aeronaves ligadas a empresários

Da redação
DA REDAÇÃO

01/04/2026 • 11:37 • Atualizado em 01/04/2026 • 11:37

Tem método, com Carlos Andreazza
Resumo

Análise do comentarista político Carlos Andreazza destaca explicações de Alexandre de Moraes, ministro do STF, e do escritório de advocacia de sua esposa sobre oito voos em jatinhos ligados a empresários presos por fraudes no Banco Master, apontando contradições e evasivas nas notas oficiais.

Crítica à ausência de esclarecimentos sobre um voo realizado em aeronave irregular, sócia de Fabiano Zettel, e questionamento ao pagamento dos voos com abatimento de honorários advocatícios do Banco Master, considerado um arranjo informal e desorganizado pelo colunista.

Falta de justificativa para a presença do ministro Alexandre de Moraes nos voos, sem explicação clara de por que ele, e não advogados do escritório, estava a bordo das aeronaves.

O colunista político da BandNews FM e âncora do programa "Tem Método", Carlos Andreazza, analisou nesta quarta-feira (1) as explicações dadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e pelo escritório de advocacia da esposa dele, Viviane Barci de Moraes, sobre uma série de oito voos realizados em jatinhos ligados aos empresários Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel, presos por fraudes envolvendo o Banco Master.

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Para Andreazza, as notas oficiais são repletas de "contradições internas", evasivas e argumentos "espantalho", que desviam o foco das questões centrais.

A nota do ministro, por exemplo, nega que ele tenha viajado "na companhia" de Vorcaro ou Zettel, uma hipótese que, segundo o colunista, nunca foi levantada pela reportagem que revelou o caso.

Da mesma forma, a defesa alega que as aeronaves não pertencem diretamente a Vorcaro, mas sim a empresas das quais ele é sócio, o que Andreazza classificou como uma manobra para se esquivar da relação.

Voo Irregular e Pagamento Questionável

Um dos pontos mais críticos levantados por Carlos Andreazza é a ausência de explicações sobre um dos oito voos, que teria sido realizado em uma aeronave que não possui autorização para operar como táxi aéreo. Este avião tem Fabiano Zettel como um dos sócios.

"Isso não aparece em nota nenhuma, ninguém explica", criticou o colunista, apontando que, por ser irregular, o serviço não poderia ter sido pago de nenhuma forma, nem mesmo via compensação de honorários.

Outro ponto questionado foi a justificativa do escritório Barsi de Moraes sobre o pagamento dos voos. A nota afirma que os valores eram abatidos dos honorários advocatícios devidos por um cliente, o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Andreazza classificou o arranjo como uma "várzea" e uma "esculhambação", questionando a formalidade do contrato.

"Que várzea é essa? Dos honorários, se abate para pagar esse serviço? Isso é uma bagunça", declarou.

Presença de Ministro Inexplicada

Por fim, o âncora ressaltou que a nota do escritório de advocacia tenta justificar a presença de "integrantes do escritório" nos voos, mas não explica por que Alexandre de Moraes, ministro do STF, e não um advogado da banca, estava a bordo.

"Não há explicação de porquê Alexandre de Moraes, ministro do Supremo, estava nesse avião. Não tem explicação", concluiu Andreazza.

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