
Nasa lança foguete para a Lua em 1ª missão tripulada em mais de 50 anos
REUTERS/Steve Nesius
Resumo
Lançamento do foguete Artemis II pela Nasa ocorreu na noite de quarta-feira (1), com objetivo de orbitar a Lua por cerca de 10 dias e enviar quatro astronautas ao satélite pela primeira vez em 50 anos.
Participação dos astronautas Reid Wiseman (comandante), Victor Glover (piloto), Christina Koch (engenheira) e Jeremy Hansen (canadense) marcou diversidade inédita, incluindo o primeiro negro, a primeira mulher e o primeiro não-americano em missão lunar desse tipo.
Objetivo da missão envolve validação de tecnologias para viagens futuras, incluindo ida a Marte, além de sobrevoo do "lado oculto" da Lua e realização de registros inéditos, após adiamentos causados por vazamentos no foguete.
A Nasa, Agência Espacial Americana, lançou na noite desta quarta-feira (1) o foguete que orbitará a lua por cerca de 10 dias. Conhecida como Artemis II, a missão enviará quatro astronautas ao satélite natural pela primeira vez em 50 anos.
A espaçonave SLS partiu às 19h35 (Brasília) do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Estão a bordo do foguete os americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen. Comandante da missão, Wiseman entou na Nasa em 2009 e chefiou o escritório de astronautas da organização antes da empreitada rumo à lua.
Esta é a primeira vez que um negro, uma mulher e uma pessoa não-americana participam deste tipo de missão. A Apollo 11, primeira a chegar na Lua, levou três americanos brancos em julho de 1969. Victor Glover é veterano da Marinha e está na Nasa desde 2013. Ele será o piloto da nave. Christina Koch é engenheira e participou da primeira caminhada espacial totalmente feminina, ao lado de Jessica Meir. Jeremy Hansen é ex-piloto de caça da Força Aérea Real Canadense e será o primeiro canadense a orbitar a lua.
A Artemis II teve seus lançamentos adiados em fevereiro por vazamentos no foguete. A missão busca validar tecnologias para futuras viagens mais longas, incluindo uma possível ida inédita a Marte. Durante o trajeto, os astronautas vão sobrevoar o chamado "lado oculto" da Lua e fazer registros que não são vistos da Terra há décadas.


