Band News FM
BandNews FM

Netanyahu é vaiado na assembleia da ONU e líderes mundiais se retiram da plenária

Premiê israelense prometeu continuar ofensivas militares em Gaza

BANDNEWS FM

26/09/2025 • 18:26 • Atualizado em 26/09/2025 • 18:26

Netanyahu é vaiado na assembleia da ONU e líderes mundiais se retiram da plenária

Netanyahu é vaiado na assembleia da ONU e líderes mundiais se retiram da plenária

Reprodução: Reuters / Jeenah Moon

Resumo

Protesto na ONU: O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi vaiado durante um discurso na Assembleia Geral da ONU em Nova York, resultando na retirada de diversos chefes de estado e comissões, incluindo representantes do Brasil.

Críticas de Netanyahu: Em seu discurso, Netanyahu comparou o ataque do Hamas contra Israel ao atentado da Al-Qaeda em 11 de setembro e criticou países que reconheceram a Palestina como Estado, sugerindo que tal reconhecimento incentiva ataques contra judeus.

Resposta de Netanyahu ao cenário internacional: Netanyahu acusou líderes mundiais de se curvarem a mídias tendenciosas e grupos radicais, e declarou que a guerra e os esforços de Israel em não esquecer os reféns continuarão, apesar das críticas internacionais.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi vaiado durante um protesto na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nos Estados Unidos. O premiê foi o primeiro a discursar nesta sexta-feira (26), quarto dia de evento. Durante o discurso de Netanyahu, diversos chefes de Estado e comissões se retiraram da plenária, incluindo do Brasil.

Compartilhar

Ao se aproximar do púlpito, o primeiro-ministro israelense foi amplamente vaiado pela maioria dos presentes. Em contrapartida, os representantes que ficaram aplaudiram Netanyahu, enquanto os demais líderes deixavam o local. Netanyahu aguardava em silêncio, enquanto o presidente da sessão pedia repetidamente por ordem na câmara.

O protesto retrata o cenário político que Israel enfrenta em meio aos ataques na Faixa de Gaza.

Netanyahu discursou criticando as retaliações internacionais em relação ao genocídio, acusando os líderes mundiais de se curvarem às “mídias tendenciosas, grupos islâmicos radicais e máfias antissemitas”.

O discurso também contou com uma crítica direta a Austrália, Canadá, França, Reino Unido e os outros países que reconheceram a Palestina como Estado legítimo. Netanyahu disse que aceitar essa condição representa uma mensagem: “matar judeus compensa”.

Ao citar a guerra, o premiê comparou o ataque do Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023, ao atentado da Al-Qaeda contra as Torres Gêmeas, nos Estados Unidos. Netanyahu foi além e declarou: “Dar aos palestinos um Estado a uma milha de Jerusalém é como dar à Al-Qaeda um Estado a uma milha de Nova Iorque após 11 de setembro”.

Netanyahu finalizou dedicando um recado para os líderes mundiais: “Quando as coisas ficam difíceis, os fortes entram em ação. Bem, para muitos países aqui, quando as coisas ficam difíceis, vocês se curvam. E aqui está o resultado vergonhoso desse colapso”. O líder israelense declarou que a guerra continuará e afirmou, em hebraico, que os reféns não serão esquecidos.

Tópicos relacionados