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Nova fase da Operação Sem Desconto cumpre mandados no DF e no Ceará

Polícia Federal apura organização criminosa suspeita de inserir dados falsos e aplicar cobranças sem autorização em aposentadorias e pensões

Por Redação
REDAÇÃO

17/03/2026 • 09:01 • Atualizado em 17/03/2026 • 09:01

INSS

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Rafael Carvalho/Governo Federal

A Operação Sem Desconto entra em uma nova fase nesta terça-feira (17), com a Operação Indébito. A ação, expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, é conduzida pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União, que desde o ano passado mira um esquema de descontos indevidos aplicados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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Nesta nova etapa, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão preventiva no Ceará e no Distrito Federal. Entre os presos estão o empresário Natjo de Lima Pinheiro e Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen) e da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB), que já havia prestado depoimento na CPMI do INSS ano passado.

A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) também está incluída nas investigações pela ligação dela com entidades associativas sob suspeita, o que amplia o alcance do caso e reforça a hipótese de articulação entre diferentes esferas para viabilizar o esquema. Gorete passou a ser monitorada com uma tornozeleira eletrônica.

As investigações apontam que o esquema consistia na inclusão de cobranças associativas sem autorização dos beneficiários, muitas vezes por meio da inserção de dados falsos em sistemas oficiais. A prática atingiu milhões de segurados em todo o país, com prejuízos bilionários. A operação começou em 2025 para desarticular essa estrutura criminosa e responsabilizar os envolvidos.

Segundo a Polícia Federal, há indícios de atuação de uma organização criminosa com ramificações nacionais, envolvida em crimes como estelionato previdenciário, falsidade ideológica e ocultação de patrimônio. O grupo teria utilizado associações como fachada para legitimar descontos irregulares diretamente nos benefícios.

O objetivo da nova fase é aprofundar a coleta de provas, identificar novos participantes e rastrear o destino dos valores desviados. A análise do material apreendido deve orientar os próximos passos da investigação, que não descarta novas fases e o indiciamento de outros envolvidos.