O âncora de O É da Coisa, Reinaldo Azevedo, afirma que o tarifaço americano contra produtos brasileiros “vem com uma agenda política” e destaca o papel do Secretário de Estado, Marco Rubio, na concretização da retaliação ao Brasil por não aceitar a submissão norte-americana.
Mesmo esse tarifaço de agora não é especialmente dirigido ao Brasil. Outros países também estão sendo alvos dessa investida do Trump. Só que no nosso caso, claramente, vem com uma agenda política. Quem se encarregou de fazer isso foi o Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, uma das personalidades mais reacionárias do entorno do presidente norte-americano.
Na quarta-feira (15), a Casa Branca confirmou a taxação de produtos brasileiros em 25% por supostas práticas irrazoáveis no comércio. Na sequência, o secretário fez críticas ao Governo Lula nas redes sociais. Reinaldo ainda alerta para uma nova tarifa que pode ser anunciada na semana que vem, de 12,5%, por causa de supostas práticas de trabalho degradante.
Agora não é mera metáfora dizer que os Estados Unidos entendem que o Brasil, que a América Latina na verdade, deve ser um quintal dos Estados Unidos. Os interesses estão claros e pronunciados. Eles estão de olho nas terras raras e querem acabar com o PIX.
Reinaldo Azevedo afirma que desde 1964, quando a Ditadura Militar retirou João Goulart do poder, os Estados Unidos não buscam tamanha interferência no maior país da América Latina. Por isso, o jornalista alerta para o processo eleitoral de outubro e afirma que existem caminhos a serem observado até o pleito.
Nós nunca tivemos um pedaço da elite política brasileira convertida à causa norte-americana sem reparos, que é o que se tem com a família Bolsonaro. Não se trata de exagero dizer que a eleição de agora nos coloca diante de duas alternativas. Há um caminho da soberania e há o caminho da pura e simples subordinação.
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