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Durigan: 'Política econômica é para o povo, não para atender outro país'

Ministros do governo Lula falam sobre tarifaço e anunciam reforço em linhas de créditos a produtores e possível uso da" Lei da Reciprocidade"

Da redação
DA REDAÇÃO

16/07/2026 • 20:54 • Atualizado em 16/07/2026 • 20:55

Os ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participaram de uma conversa com jornalistas na tarde desta quinta-feira (16), e anunciaram um reforço das linhas de crédito pelo programa Brasil Soberano para socorrer os produtores brasileiros afetados pelo tarifaço de 25% anunciado pelos Estados Unidos.

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“Vamos ouvir os produtores e reforçar as linhas já existentes, mantendo os compromissos fiscais, as metas fiscais", afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que classificou a medida do governo norte-americano como uma “interferência externa indevida”.

Seja ela [essa interferência] política, econômica ou uma forma de afugentar e constranger o Brasil, é inadimissível que isso aconteça nessa altura do campeonato. A política econômica de um país é feita para seus cidadão, não para atender exigências de outro país. --Dario Durigan

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias, afirmou que o governo vai ouvir todos os setores a partir de segunda-feira (20) para entender como como será a ajuda do governo e a resposta ao governo norte-americano. "Ninguém vai abandonar aqueles que estão sendo afetados", garantiu Elias.

Esses setores mais atingidos são basicamente madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis imobiliários, produtos cerâmicos, calçados e açúcar. Eles poderão contar com a ajuda do governo federal. --Márcio Elias

Nesse primeiro momento, os ministros afirmaram que o governo brasileiro vai usar a Lei da Reciprocidade, mas também manterá a porta aberta para dar continuidade às conversas com os EUA. “Não é retaliação, é uma defesa à Lei da Reciprocidade”, reforçou o vice-presidente, Geraldo Alckmin.

Os ministros também argumentaram contra as críticas do governo dos EUA e pontuaram sobre alguns pontos usados por ele para aplicar a nova taxa sobre os produtos brasileiros, como o aumento da corrupção, o crescimento do desmatamento e o Pix.

Segundo os dados apresentados pelos mininstros, o Brasil tem avançado no combate à corrupção, à lavagem de dinheiro e ao crime organizado, de acordo com relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), assim como o desmatamento, que reduziu 38% em junho.

Já sobre o Pix, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípoli, afirmou que “quem perde espaço [com o Pix] é o cheque e o dinheiro físico. O que é bom para todos. O caso de implementação do PIX produziu benefícios para a sociedade e internacionalmente”.

Seguiremos sem baixar a cabeça, sem nos curvar e continuaremos protegendo o Pix, nossa soberania geológica e defendendo nossa demorcracia contra interferências indevidas. Seguiremos abertos a diplomacia e a negociação. --Durigan

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