Jornal da Band

Juliana Rosa: tarifaço pesa em setores, mas pouco no PIB do País

Grupos fora da lista de exceções sofrem golpe significativo, com a indústria à frente; mas exportações aos EUA pesam pouco no total da economia

Por Redação
REDAÇÃO

16/07/2026 • 20:22 • Atualizado em 16/07/2026 • 20:38

Juliana Rosa
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O impacto do tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos contra o Brasil para alguns setores é relevante, mas para o Produto Interno Bruto (PIB), no geral, é bem limitado.

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Primeiro porque as exportações totais do Brasil para o mundo têm peso em torno de 17% do nosso PIB — ou seja, a maior parte do que a gente produz é para consumo interno. Segundo porque, para os Estados Unidos, as exportações representam 2% do PIB. Por isso, não se espera uma piora nas projeções de crescimento.

O problema está concentrado nos setores que ficaram de fora da lista de exceções, onde o impacto é significativo. Foi positiva a ampliação da lista de produtos isentos da tarifa de 25%, que corresponde a mais da metade das exportações.

Além dos produtos agrícolas, que têm conseguido ficar entre as exceções porque afetam mais diretamente a inflação americana, entraram também alguns itens da indústria.

Mesmo assim, o setor industrial foi o mais atingido pela sobretaxa de 25%. E já havia, anteriormente, um grupo de produtos com sobretaxa de até 50%, como aço e alumínio.

O setor empresarial fala muito que o governo brasileiro precisa fazer uma oferta comercial mais atraente, reduzir a tarifa de importação do etanol, por exemplo, mas não é uma negociação fácil.

Os Estados Unidos querem sempre ganhar, ter vantagem: é uma negociação assimétrica, que pode não interessar ao Brasil. Por outro lado, peitar os americanos também pode piorar a situação – e é por isso que muitos pedem para que a Lei da Reciprocidade não seja adotada.

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