A Organização Mundial da Saúde está em alerta para impedir a disseminação do surto de ebola identificado na República Democrática do Congo. No último sábado (16), a OMS alertou para oito casos confirmados e mais de 250 sob suspeita em uma área rural do país africano, mas logo tratou de diferenciar a emergência de saúde global de uma pandemia.
Os casos surgiram em um povoado rural, com pouca ou nenhuma estrutura de saúde. O mapeamento dos infectados também é dificultado pelo difícil acesso. Um repórter local afirmou à BBC de Londres, que um funeral foi o local de disseminação dos casos.
O corresponde da BandNews FM na Europa, Felipe Kieling, afirma que a comunidade internacional está em alerta para impedir a disseminação dos casos para outros países, principalmente por causa da precariedade da estrutura de saúde na região.
Outra dificuldade para conter os casos atuais, passa pela grande movimentação da população local na região, com o vírus podendo se espalhar para Uganda ou Ruanda. A imprensa internacional também reporta que houve uma demora na detecção dos casos, já que os doentes primeiro procuraram curandeiros locais para tratar a moléstia.
Os sintomas de Ebola podem ser confundidos com os de uma gripe, segundo os médicos, mas a evolução rápida da doença provoca alta mortalidade. A doença é transmitida pelo contato próximo com os doentes através dos fluidos corporais da pessoa infectada.
Em 2014, quando um último surto de Ebola foi registrado, mais de 28 mil pessoas foram contaminadas.
O surto atual também preocupa porque a República Democrática do Congo vive uma guerra civil que atrapalha a chegada de ajuda nas áreas afetadas.
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