A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o nível de alerta global ao declarar, no último sábado (16), que o surto de Ebola no continente africano configura uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII). A medida ocorre após a rápida propagação da doença entre a República Democrática do Congo (RDC) e Uganda.
O que mais preocupa as autoridades sanitárias é a identificação da variante Bundibugyo. Diferente da cepa Zaire, que possui imunizantes eficazes, não existe uma vacina ou tratamento específico aprovado para esta linhagem rara do vírus, o que torna o bloqueio da transmissão um desafio logístico e científico.
Até o momento, o epicentro do surto está na província de Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo, especialmente em zonas rurais e de mineração. No entanto, o sinal de alerta acendeu em países vizinhos após a confirmação de casos em Kampala, capital de Uganda, levados por viajantes vindos da RDC.
Os dados atualizados até esta segunda-feira (18) indicam um cenário de vigilância rigorosa, com 10 casos confirmados por registros laboratoriais (8 na RDC e 2 em Uganda) e mais de 240 casos sob investigação. De acordo com a OMS, estes pacientes estão sendo monitorados. Até agora, 80 mortes suspeitas foram reportadas, incluindo o falecimento de agentes de saúde que atuavam na linha de frente.
Quais são os sintomas do ebola?
O Ebola é transmitido pelo contato direto com sangue, secreções ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. Os sintomas iniciais podem ser confundidos com outras doenças tropicais, o que retarda o diagnóstico:
- Febre repentina e intensa;
- Fraqueza extrema e dores musculares;
- Dor de garganta e de cabeça;
- Vômitos e diarreia;
- Em estágios avançados, podem ocorrer hemorragias internas e externas.
A OMS recomenda que viajantes evitem áreas de floresta tropical e o contato com animais silvestres nas regiões afetadas. No Brasil, o Ministério da Saúde monitora a situação, mas ressalta que o risco de disseminação no território nacional é considerado baixo neste momento.

