Saúde

OMS declara emergência internacional por surto de Ebola

Com casos na República Democrática do Congo e Uganda, organização alerta para variante rara sem vacina aprovada; veja os sintomas

Da redação
DA REDAÇÃO

18/05/2026 • 12:20 • Atualizado em 18/05/2026 • 14:21

A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o nível de alerta global ao declarar, no último sábado (16), que o surto de Ebola no continente africano configura uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII). A medida ocorre após a rápida propagação da doença entre a República Democrática do Congo (RDC) e Uganda.

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O que mais preocupa as autoridades sanitárias é a identificação da variante Bundibugyo. Diferente da cepa Zaire, que possui imunizantes eficazes, não existe uma vacina ou tratamento específico aprovado para esta linhagem rara do vírus, o que torna o bloqueio da transmissão um desafio logístico e científico.

Até o momento, o epicentro do surto está na província de Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo, especialmente em zonas rurais e de mineração. No entanto, o sinal de alerta acendeu em países vizinhos após a confirmação de casos em Kampala, capital de Uganda, levados por viajantes vindos da RDC.

Os dados atualizados até esta segunda-feira (18) indicam um cenário de vigilância rigorosa, com 10 casos confirmados por registros laboratoriais (8 na RDC e 2 em Uganda) e mais de 240 casos sob investigação. De acordo com a OMS, estes pacientes estão sendo monitorados. Até agora, 80 mortes suspeitas foram reportadas, incluindo o falecimento de agentes de saúde que atuavam na linha de frente.

Quais são os sintomas do ebola?

O Ebola é transmitido pelo contato direto com sangue, secreções ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. Os sintomas iniciais podem ser confundidos com outras doenças tropicais, o que retarda o diagnóstico:

  • Febre repentina e intensa;
  • Fraqueza extrema e dores musculares;
  • Dor de garganta e de cabeça;
  • Vômitos e diarreia;
  • Em estágios avançados, podem ocorrer hemorragias internas e externas.

A OMS recomenda que viajantes evitem áreas de floresta tropical e o contato com animais silvestres nas regiões afetadas. No Brasil, o Ministério da Saúde monitora a situação, mas ressalta que o risco de disseminação no território nacional é considerado baixo neste momento.

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