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Cientista que descobriu o Ebola já teme por doença mais letal que a Covid-19

Devastação do meio ambiente e condições higiênicas de alimentos podem trazer novas doenças

Da Redação, com Metro Jornal
DA REDAÇÃO, COM METRO JORNAL

27/12/2020 • 17:35 • Atualizado em 27/12/2020 • 17:35

Imagem de uma célula fortemente infectada com partículas do vírus Sars-Cov-2

Imagem de uma célula fortemente infectada com partículas do vírus Sars-Cov-2

Divulgação/NIAD

O cientista e professor Jean-Jacques Muyembe Tamfum, que ajudou a descobrir o vírus Ebola, acredita que a destruição da natureza e os mercados anti-higiênicos de comercialização de alimentos poderiam ser responsáveis pelo aparecimento de novas doenças zoonóticas mais mortais do que a Covid-19.Assim como a Covid-19, o Ebola é uma doença zoonótica, onde os patógenos são transmitidos dos animais para os humanos. O Ebola tem uma taxa de mortalidade que varia de 50% a 90%, ao menos 10 vezes maior que a do coronavírus.A devastação do meio ambiente está levando animais silvestres a conviverem com os seres humanos, e o resultado disso pode ser desastroso. Em Wuhan, em tese bem difundida que considera a cidade como o “marco zero” da pandemia, os pesquisadores acreditam que a transmissão da covid-19 teve alguma relação com os morcegos locais.Por isso, de acordo com Muyembe, uma futura pandemia será mais devastadora do que a do coronavírus, que já matou mais de 1,5 milhão de pessoas em todo o mundo.Atualmente, o cientista dirige o Institut National de Recherche Biomédicale (INRB) em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, e sua declaração acontece em um momento em que uma equipe de médicos e cientistas acompanham uma mulher internada que apresenta sinais de febre hemorrágica.Os cientistas estão preocupados de que ela seja a paciente zero de uma nova doença, que se espalha tão rapidamente quanto o coronavírus, mas tenha a terrível taxa de mortalidade do Ebola.Se isso for comprovado, de acordo com o cientista, o resultado pode ser apocalíptico.

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