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Onda de calor faz consumo de água explodir em SP e governo pede economia

Altas temperaturas fizeram o consumo per capita subir 60%; áreas mais altas enfrentam problemas de abastecimento

Eduardo Frumento
EDUARDO FRUMENTO

26/12/2025 • 07:29 • Atualizado em 26/12/2025 • 07:29

Torneiras ficaram secas em áreas mais altas de São Paulo.

Torneiras ficaram secas em áreas mais altas de São Paulo.

Reprodução/Freepik

O Governo de São Paulo e a Sabesp emitiram alertas na noite desta quinta-feira (25) para o uso consciente de água, após notar um aumento de 60% no consumo por pessoa nos últimos dias. O estado paulista está sob uma onda de calor que eleva as temperaturas além de 5°C acima da média. O pedido de economia ocorre no mesmo dia em que a cidade de São Paulo registrou a maior temperatura para um mês de dezembro em mais de 80 anos.

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Os termômetros atingiram 35,9°C no Mirante de Santana, na zona norte da capital. Enquanto a população de bairros mais altos e afastados do Centro ficou com torneiras secas. A companhia de abastecimento afirma estar redirecionando a pressão da rede para atender os atingidos, mas reconheceu que intercorrências no abastecimento podem ocorrer. Segundo a Sabesp, caminhões pipa estão atendendo as áreas mais afetadas.

Mesmo com uma estimativa de redução de 30% na população total de 21 milhões de consumidores na Grande São Paulo no período do Natal, a empresa de águas alega ter aumentado a produção, o que atinge os reservatórios já em nível de alerta.

Segundo as autoridades, a população deve evitar o desperdício de água, deixando de lavar calçadas e carros, além de diminuir o tempo de banho e reutilizar água quando possível. O uso da água deve ser priorizado para alimentação e higiene pessoal, de acordo com o comunicado do governo.

Desde agosto, a pressão da rede já é reduzida no período noturno para tentar economizar água, mas os reservatórios continuam caindo. Por isso, a Sabesp alerta que depende da ajuda da população para manter a regularidade do abastecimento.

Técnicos do governo paulista e da companhia acreditam que a regularidade da chuva vá voltar aos poucos, o que ser suficiente para recompor os sistemas de armazenamento de água. Mas enquanto isso não acontece, é preciso ampliar a economia.