
ONU
© REUTERS/Yana Paskova/Direitos Reservados
Resumo
Reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU acontecerá nesta segunda-feira para tratar da intervenção dos Estados Unidos e prisão do presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores.
Solicitação formal do encontro foi feita pelo governo venezuelano com apoio de Colômbia, Rússia e China, que consideram a ação dos EUA como violação do direito internacional e pedem resposta internacional ao episódio.
Acusação americana contra Maduro envolve tráfico de drogas e ligação com o “Cartel de Los Soles”; Brasil confirmou presença na reunião e deve repudiar o uso da força sem aval multilateral, defender o multilateralismo e o respeito à soberania dos Estados.
O Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião extraordinária nesta segunda-feira, às 12h (de Brasília), para discutir os desdobramentos da grave crise política e militar na Venezuela, provocada pela recente intervenção dos Estados Unidos que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro e da esposa, Cilia Flores.
O encontro foi formalmente solicitado pelo governo venezuelano, por meio de representantes diplomáticos, com o apoio de aliados como Colômbia, Rússia e China, que destacaram a necessidade de uma resposta internacional ao que classificam como uma violação do direito internacional.
A reunião ocorrerá na sede da ONU, em Nova York, onde os 15 membros permanentes e não permanentes do Conselho devem debater posições divergentes sobre a legitimidade e os impactos da ação militar.
Maduro foi preso na madrugada de sábado (3), durante uma ação militar das forças especiais norte-americanas em território venezuelano. A operação, anunciada pelo governo dos EUA como parte do combate ao narcotráfico internacional, resultou na retirada do presidente do país e na sua condução sob custódia.
Segundo autoridades americanas, Maduro é acusado de envolvimento com o tráfico de drogas, narcoterrorismo e ligação com o “Cartel de Los Soles”, suposta organização apontada como responsável por rotas internacionais de cocaína.
O Brasil confirmou que um representante oficial estará na sessão, mas o nome do país ainda não foi divulgado. A participação foi confirmada pelo governo, que tem alinhado a postura pública à condenação da utilização da força sem autorização de instâncias multilaterais.
Segundo representantes do Itamaraty, o Brasil deve reforçar o repúdio à operação dos Estados Unidos contra a Venezuela, defender o multilateralismo como mecanismo para resolução de conflitos e reiterar a importância do respeito à soberania dos Estados.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


