A CPI do Crime Organizado encerra os trabalhos nesta semana de forma melancólica. A avaliação é do colunista da BandNews FM Rodrigo Orengo, depois que uma série de decisões do Supremo enfraqueceram os trabalhos da comissão. O último depoimento deve ser do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, previsto para amanhã (14).
A investigação começou em 2025, depois da megaoperação policial no Rio de Janeiro, contra o Comando Vermelho, que terminou com mais de 120 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte. No entanto, meses depois, ela embarcou no escândalo do Banco Master.
Orengo aponta como decisões do Supremo frearam o embalo da comissão. Desde 2021, o STF decidiu 22 vezes liberar pessoas convocadas por CPIs a prestar depoimentos. Pelo menos onze dessas vezes foram nas CPIs do Crime Organizado e do INSS.
Outro exemplo é quando o STF derrubou o pedido de quebra de sigilo da Maridt, empresa da família do ministro Dias Toffoli, que está vinculada ao Banco Master.
Na análise de Orengo, essas decisões enfraqueceram a proposta da comissão e os resultados que ela poderia gerar. Cláudio Castro deve ser ouvido amanhã (14), seguido da apresentação do relatório final da CPI.
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