
Megaoperação no Rio deixa 126 mortos
© Tomaz Silva/Agência Brasil
As ruas do Rio de Janeiro amanheceram vazias nesta quarta-feira (29), um dia após a megaoperação policial.
A ação, que mobilizou mais de 2,5 mil policiais civis e militares, foi realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital fluminense. Inicialmente, o governo do estado havia divulgado 64 mortos — sendo quatro policiais —, mas a contagem subiu após moradores levarem corpos até a Praça São Lucas, na Penha, na manhã de hoje.
De acordo com a apuração da Rádio Bandeirantes, esses corpos não constavam nos números oficiais divulgados na terça-feira (28). As vítimas teriam sido encontradas ao longo da madrugada na região da Serra da Misericórdia, área de mata onde ocorreram os confrontos mais intensos entre as forças de segurança e integrantes de facções criminosas.
Segundo a Polícia Civil, o atendimento oficial para identificação das vítimas será feito no prédio do Detran, ao lado do Instituto Médico Legal (IML), no centro do Rio de Janeiro. A corporação informou que uma nova perícia será conduzida para determinar se todas as mortes têm relação direta com a operação.
A megaoperação foi deflagrada para conter o avanço do Comando Vermelho em áreas de mata próximas às comunidades. O governo estadual afirma que o objetivo era enfraquecer o poder de fogo do tráfico e cumprir mandados de prisão contra líderes de facções.
Mais cedo, o governador Cláudio Castro defendeu a ação e pediu apoio do governo federal. Ele também afirmou que não pretende transformar a tragédia em disputa política. “Não bateremos boca com ninguém. Esperamos que isso não se transforme em um campo de batalha e em politicagem”, declarou.
Com 126 mortos, a operação entra para a história como a mais violenta já registrada no estado e acende novo alerta sobre a crise de segurança pública no Rio de Janeiro.
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