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Outubro Rosa: Falta de laudos rápidos e medo do exame preocupam especialistas

Estudo revela que 26% dos laudos do SUS são liberados após 60 dias, enquanto medo do exame impede muitas mulheres de buscar diagnóstico precoce

Da Redação
DA REDAÇÃO

21/10/2025 • 19:00 • Atualizado em 21/10/2025 • 19:00

Outubro Rosa

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Divulgação

Resumo

Laudos demorados: No SUS, 26% das mamografias têm resultados liberados após mais de 60 dias, complicando o diagnóstico precoce do câncer de mama.

Impacto do medo: O temor em relação ao exame de mamografia é significativo entre mulheres, como Helena Colino que enfrentou um diagnóstico tardio de câncer de mama em estágio 3.

Novas diretrizes: Ministério da Saúde amplia acesso à mamografia para mulheres de 40 a 49 anos, visando diagnósticos mais rápidos e aumentar as taxas de cura do câncer de mama.

A cada 100 mamografias realizadas pelo SUS, 26 têm o laudo liberado apenas após mais de 60 dias. Esse dado alarmante foi revelado na primeira reportagem da série especial do Outubro Rosa da BandNews FM, que discute a prevenção do câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce. Enquanto o Brasil registra um aumento no número de mamografias, medo do exame e a lentidão nos laudos continuam sendo barreiras para a detecção precoce da doença.

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Um diagnóstico que demora: a realidade das mamografias no SUS

O Instituto Nacional do Câncer revelou que, em 2024, mais de 4,4 milhões de mamografias foram realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, 49% dos laudos foram liberados em até 30 dias, mas ainda assim 26% dos exames levaram mais de 60 dias para ter o laudo pronto, o que dificulta a rapidez no diagnóstico e o início de tratamentos. As regiões do Amapá e do Espírito Santo apresentam os piores índices de demora na entrega dos resultados.

Essa lentidão é preocupante, pois o câncer de mama é uma doença cujo tratamento precoce aumenta significativamente as chances de cura.

O medo do exame e a importância da mamografia

O medo do desconforto e do resultado do exame é um fator comum entre muitas mulheres que evitam a mamografia, crucial para a detecção precoce do câncer de mama. Helena Colino, uma designer de 24 anos, compartilhou sua experiência com o câncer em um documentário sobre sua jornada de tratamento. Apesar de sua juventude e do tumor inicial ser subestimado por médicos, ela enfrentou o diagnóstico de câncer de mama em estágio 3 devido à demora na análise do exame. Após quatro meses de tratamento, incluindo quimioterapia e cirurgia, Helena entrou em remissão e agora é considerada parcialmente curada.

“A mamografia não é uma sentença de fim, é uma oportunidade de recomeço”, destaca a médica Emanuele Valente, cirurgiã do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Segundo ela, o diagnóstico precoce é fundamental para tratamentos mais rápidos e menos agressivos, proporcionando uma melhor qualidade de vida após o tratamento.

Mudanças nas recomendações do Ministério da Saúde

Neste ano, o Ministério da Saúde alterou suas diretrizes de rastreamento, ampliando o acesso à mamografia para mulheres de 40 a 49 anos, mesmo sem sintomas, devido ao aumento dos casos nessa faixa etária, que já concentra 23% de todos os casos de câncer de mama no Brasil. O objetivo da mudança é garantir diagnósticos mais rápidos e, consequentemente, aumentar as taxas de cura.

A importância do Outubro Rosa

A campanha Outubro Rosa segue mobilizando o país para alertar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. No Distrito Federal, a BandNews FM promove a Pink for Life Run, uma corrida voltada para as mulheres, para destacar a importância da conscientização e levantar fundos para iniciativas de prevenção ao câncer de mama.

A série especial sobre o Outubro Rosa da BandNews FM continuará explorando outros aspectos da doença, como o acesso ao tratamento e os impactos emocionais e na autoestima das mulheres afetadas pelo câncer de mama.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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