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Papa Leão XIV se reúne com vítimas de abuso sexual cometidos por membros da Igreja Católica

Encontro em Roma marca o primeiro diálogo formal do pontífice com sobreviventes e ocorre após críticas à atuação do clero na proteção das vítimas

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20/10/2025 • 22:14 • Atualizado em 20/10/2025 • 22:14

Papa Leão XIV se reúne com vítimas de abuso sexual cometidos por membros da Igreja Católica

Papa Leão XIV se reúne com vítimas de abuso sexual cometidos por membros da Igreja Católica

REUTERS/Yara Nardi

Resumo

Encontro histórico: Papa Leão XIV se reuniu com sobreviventes de abusos sexuais da Igreja Católica em Roma, marcando a primeira vez que o pontífice encontra diretamente vítimas desses crimes dentro da instituição.

Pressão e diálogo: A reunião ocorreu após críticas da Comissão de Proteção à Criança do Vaticano sobre a ineficácia da Igreja em proteger as vítimas. Sobreviventes, incluindo a líder Gemma Hickey, expressaram suas experiências e cobraram ações concretas para reparação e justiça.

Respostas e promessas: O Papa Leão XIV, que defende uma política de "tolerância zero" contra abusos, escutou as demandas e sugere futuras audiências e programas de escuta para enfrentar a questão, reafirmando o compromisso com a investigação e punição dos envolvidos em tais crimes.

O Papa Leão XIV se reuniu nesta segunda-feira (20), em Roma, com um grupo de sobreviventes de abusos sexuais cometidos por membros da Igreja Católica. O encontro histórico foi o primeiro realizado pelo pontífice com vítimas diretamente afetadas pelos casos de violência dentro da instituição.

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O grupo recebido pelo Papa faz parte da organização Ending Clergy Abuse, uma entidade internacional formada por sobreviventes e ativistas que buscam responsabilização e transparência da Igreja diante dos casos de abuso sexual clerical. A reunião aconteceu poucos dias depois de uma declaração da Comissão de Proteção à Criança do Vaticano, que afirmou que a Igreja ainda falha em garantir segurança e amparo às vítimas. O documento, divulgado na semana passada, reforçou a pressão sobre o Vaticano para adotar medidas mais efetivas de prevenção e punição de abusos cometidos por religiosos.

Durante o encontro, os representantes da Ending Clergy Abuse compartilharam experiências pessoais e cobraram maior comprometimento da Igreja com a reparação das vítimas. Entre os participantes estava Gemma Hickey, sobrevivente canadense, ativista LBTQIA+ e uma das lideranças do grupo. Ela afirmou que o pontífice ouviu atentamente todos os relatos. “O Papa Leão é muito afetuoso, ele ouviu. Dissemos a ele que viemos como construtores de pontes, prontos para caminhar juntos em direção à verdade, à justiça e à cura”, declarou Hickey. O grupo classificou o encontro como “um momento significativo de diálogo”, destacando o gesto simbólico do pontífice como um passo importante no reconhecimento das vítimas. "Momento de diálogo e escuta", dizem os sobreviventes.

O Vaticano não divulgou detalhes sobre as possíveis medidas que poderão ser adotadas após a reunião, mas fontes próximas ao Papa indicam que novas audiências e programas de escuta estão sendo planejados. O Papa Leão XIV tem defendido, desde o início de seu pontificado, uma política de “tolerância zero” contra abusos dentro da Igreja e prometeu fortalecer os mecanismos de investigação e punição em casos que envolvem religiosos.Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.