
Papa Leão XIV se reúne com vítimas de abuso sexual cometidos por membros da Igreja Católica
REUTERS/Yara Nardi
Resumo
Encontro histórico: Papa Leão XIV se reuniu com sobreviventes de abusos sexuais da Igreja Católica em Roma, marcando a primeira vez que o pontífice encontra diretamente vítimas desses crimes dentro da instituição.
Pressão e diálogo: A reunião ocorreu após críticas da Comissão de Proteção à Criança do Vaticano sobre a ineficácia da Igreja em proteger as vítimas. Sobreviventes, incluindo a líder Gemma Hickey, expressaram suas experiências e cobraram ações concretas para reparação e justiça.
Respostas e promessas: O Papa Leão XIV, que defende uma política de "tolerância zero" contra abusos, escutou as demandas e sugere futuras audiências e programas de escuta para enfrentar a questão, reafirmando o compromisso com a investigação e punição dos envolvidos em tais crimes.
O Papa Leão XIV se reuniu nesta segunda-feira (20), em Roma, com um grupo de sobreviventes de abusos sexuais cometidos por membros da Igreja Católica. O encontro histórico foi o primeiro realizado pelo pontífice com vítimas diretamente afetadas pelos casos de violência dentro da instituição.
O grupo recebido pelo Papa faz parte da organização Ending Clergy Abuse, uma entidade internacional formada por sobreviventes e ativistas que buscam responsabilização e transparência da Igreja diante dos casos de abuso sexual clerical. A reunião aconteceu poucos dias depois de uma declaração da Comissão de Proteção à Criança do Vaticano, que afirmou que a Igreja ainda falha em garantir segurança e amparo às vítimas. O documento, divulgado na semana passada, reforçou a pressão sobre o Vaticano para adotar medidas mais efetivas de prevenção e punição de abusos cometidos por religiosos.
Durante o encontro, os representantes da Ending Clergy Abuse compartilharam experiências pessoais e cobraram maior comprometimento da Igreja com a reparação das vítimas. Entre os participantes estava Gemma Hickey, sobrevivente canadense, ativista LBTQIA+ e uma das lideranças do grupo. Ela afirmou que o pontífice ouviu atentamente todos os relatos. “O Papa Leão é muito afetuoso, ele ouviu. Dissemos a ele que viemos como construtores de pontes, prontos para caminhar juntos em direção à verdade, à justiça e à cura”, declarou Hickey. O grupo classificou o encontro como “um momento significativo de diálogo”, destacando o gesto simbólico do pontífice como um passo importante no reconhecimento das vítimas. "Momento de diálogo e escuta", dizem os sobreviventes.
O Vaticano não divulgou detalhes sobre as possíveis medidas que poderão ser adotadas após a reunião, mas fontes próximas ao Papa indicam que novas audiências e programas de escuta estão sendo planejados. O Papa Leão XIV tem defendido, desde o início de seu pontificado, uma política de “tolerância zero” contra abusos dentro da Igreja e prometeu fortalecer os mecanismos de investigação e punição em casos que envolvem religiosos.Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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