
Telhado destruído da Mesquita Bilal é visto após ser atingido por um ataque indiano em Muzaffarabad, capital da Caxemira
Akhtar Somroo/Reuters
O governo do Paquistão retaliou, nesta quarta-feira (7), os ataques feitos pela Índia ontem, na região da Caxemira, deixando ao menos 12 mortos e 38 feridos.
As tensões entre os dois países vêm crescendo desde abril, quando Nova Déli culpou Islamabad por um massacre de 26 pessoas na mesma região dos ataques nesta quarta.
O conflito cresceu, quando a Índia anunciou a operação “Sindoor”, que tem como objetivo combater grupos terroristas do Paquistão, que atuam na região da Caxemira.
O ataque da última terça, de acordo com o governo indiano, tinha como objetivo, atacar apenas alvos extremistas.
"A inteligência e o monitoramento de células terroristas baseadas no Paquistão indicaram que novos ataques contra a Índia eram iminentes, portanto foi necessário realizar ataques preventivos e de precaução", disse o porta-voz do exército da Nova Déli.
O governo paquistanês, por sua vez, disse que as ações também envolveram civis e afirmou que iria retaliar, o que já começou com os abates de cinco jatos da Força Aérea indiana.
Desde que os dois países conquistaram a independência do Reino Unido, em 1947, eles disputam a região da Caxemira. O controle do território atualmente, é dividido mutuamente entre as duas nações, junto com a China, que controla uma porção no Leste.
Tanto Paquistão, quanto a Índia, reivindicam o controle total de Caxemira.


