
Partidos afastam ministros André Fufuca e Celso Sabino após recusa em deixar governo Lula
Reprodução: Redes Sociais
Resumo
Afastamento político: Ministros André Fufuca, do Esporte, e Celso Sabino, do Turismo, foram afastados de suas funções partidárias nos partidos Progressistas e União Brasil, respectivamente, por desobedecerem às diretrizes partidárias de rompimento com o governo Lula.
Decisões partidárias: A Executiva Nacional do União Brasil tomou a decisão após Sabino se recusar a deixar o governo, apesar da direção do partido buscar distância do Planalto. Fufuca foi afastado pela liderança do Progressistas, que rejeita a dualidade de compromissos entre partido e governo federal.
Consequências e motivações: Ambos os ministros optaram por permanecer em seus cargos ministeriais, justificando a importância de seus trabalhos atuais. Sabino destacou o compromisso com a COP30 e Fufuca tem aspirações eleitorais para o Senado em 2026, ambos apostando no apoio do governo para fortalecer suas bases eleitorais.
Os ministros André Fufuca, do Esporte e Celso Sabino, do Turismo, foram afastados das funções que exercem nos partidos Progressistas e União Brasil, respectivamente. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (08).
A decisão foi tomada pela Executiva Nacional do partido, em Brasília, depois de Sabino se recusar a deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), movimento que foi determinado pela cúpula do União Brasil, que tenta se distanciar do Planalto.
O ministro afirmou que pretende seguir no cargo e justificou a decisão pelo “compromisso com o país” e pela importância do trabalho desenvolvido pelo ministério às vésperas da COP30, que será realizada em Belém (PA), em novembro. “Estamos a 30 dias da COP30, o maior evento diplomático do planeta. Não vejo como oportuno interromper o trabalho neste momento. Tenho a confiança do presidente Lula e pretendo continuar no governo pelo bem do turismo e do povo do Pará”, declarou Sabino.
A suspensão de 60 dias é temporária, mas o ministro ainda enfrenta um processo interno de expulsão definitiva. Deputado licenciado pelo Pará, ele calcula que manter-se no governo Lula pode ser politicamente vantajoso em seu estado, onde o petista mantém alta popularidade.
O ministro do Esporte, André Fufuca também foi afastado da direção estadual do partido no Maranhão. A decisão anunciada por Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, e Ronaldo Caiado, governador de Goiás, foi motivada pela desobediência à orientação partidária de romper com o governo. Em nota, Caiado afirmou que “não é possível ser soldado de Lula e soldado do partido ao mesmo tempo” e continuou: “Ou é carne ou é peixe. O partido precisa zelar pelos seus princípios e não pode permitir que projetos pessoais se sobreponham às regras partidárias”.
Fufuca deve disputar uma vaga no Senado em 2026 e preferiu se manter no ministério. Assim como Sabino, aposta no apoio do governo federal para reforçar sua base eleitoral.Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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