Band News FM
BandNews FM

Passagem de Rafah em Gaza é fechada após ataque deixar quase 20 mortos

Travessia da Palestina para o Egito, única saída sem passar por Israel, tinha sido reaberta há apenas dois dias

Da redação
DA REDAÇÃO

04/02/2026 • 10:22 • Atualizado em 04/02/2026 • 10:22

Rafah

Rafah

REUTERS/Hatem Khaled

Resumo

Um ataque aéreo de Israel no sul da Faixa de Gaza causou a morte de 21 palestinos, incluindo quatro crianças, e levou ao fechamento da passagem de Rafah na fronteira com o Egito, interrompendo a única saída do território palestino não controlada por Israel.

Uma ação militar foi realizada como resposta a um ataque de um combatente do Hamas contra soldados israelenses, mesmo com o acordo de cessar-fogo firmado em outubro de 2025, que já registra mais de 400 palestinos mortos desde sua assinatura.

Uma passagem de Rafah possui importância estratégica e humanitária, com o recente fechamento dificultando o acesso de palestinos a tratamento médico no Egito e limitando significativamente a saída de pessoas, mesmo após a breve reabertura.

Um ataque aéreo de Israel no sul da Faixa de Gaza resultou na morte de 21 palestinos, incluindo quatro crianças, e levou ao novo fechamento da passagem de Rafah, na fronteira com o Egito. O bombardeio, ocorrido nesta quarta-feira (04), é mais uma violação do acordo de cessar-fogo firmado em outubro de 2025 e interrompe, após apenas dois dias, a operação da única saída do território palestino que não é controlada diretamente pelo governo israelense.

Compartilhar

A ação recente foi justificada como uma resposta direta a um combatente do grupo terrorista Hamas que abriu fogo contra soldados de Israel, ferindo gravemente um reservista.

Apesar de a trégua estar oficialmente em vigor, a violência na região é constante. Mais de 400 palestinos morreram em bombardeios israelenses desde que o acordo foi selado. Ambos os lados se acusam de desrespeitar o acordo.

A importância estratégica e humanitária de Rafah

A passagem de Rafah é de importância vital e simbólica para os palestinos. Por quase dois anos, seu fechamento impediu que milhares de pessoas buscassem tratamento médico essencial no Egito. A reabertura, que era uma condição do governo de Benjamin Netanyahu após a recuperação do último refém, durou pouco mais de 48 horas.

Segundo relatos, mesmo com a abertura, poucos palestinos conseguem autorização para sair e enfrentam interrogatórios "longos e humilhantes".