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Reinaldo: Empate entre quem se diz petista ou bolsonarista reflete avanço da extrema direita

Segundo Reinaldo Azevedo, crescimento da extrema direita é global e alimentado por redes e desinformação

Por Redação
REDAÇÃO

18/06/2025 • 21:06 • Atualizado em 18/06/2025 • 21:06

Reinaldo Azevedo

Durante o programa O É da Coisa desta quarta-feira (18), o âncora Reinaldo Azevedo comentou os dados da nova pesquisa Datafolha que mostram, pela primeira vez, empate técnico entre os brasileiros que se identificam como petistas e os que se dizem bolsonaristas: são 35% para cada lado. O jornalista disse que o dado não o surpreendeu, e reconheceu que os números refletem uma tendência preocupante, associada à ascensão da extrema direita no mundo.

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"O Trump, quanto mais se enrolava, mais crescia. Isso também está acontecendo aqui", afirmou Reinaldo. Para ele, o avanço de Jair Bolsonaro, mesmo diante de escândalos e investigações, não surpreende. "As pessoas dizem: eu não confio na Justiça, então vou apoiar quem é atacado por ela. É um raciocínio delinquente, mas que se espalha."

O âncora ressaltou que a extrema direita se posiciona como antissistema, o que alimenta a popularidade, mesmo diante de evidências contrárias. "É a lógica de quem diz que o Estado não representa, a Justiça não representa, a imprensa não representa. Quanto mais atacados, mais fortalecidos."

Segundo o levantamento, o grupo identificado como petista caiu de 39% em abril para 35% em junho deste ano, enquanto os bolsonaristas subiram de 31% para os mesmos 35%. Para Reinaldo, a erosão da imagem do governo Lula está ligada não apenas a problemas reais, mas a uma percepção manipulada por redes sociais dominadas pela direita. "Os algoritmos jogam todo mundo para o mesmo lugar. Eles colonizaram as redes", observou.

O jornalista também rebateu a tese de que o governo Lula vá mal na economia. Reinaldo apresentou dados que, segundo ele, comprovam avanços nessa área: "A inflação dos últimos dois anos foi de 4,73%, a menor desigualdade da história, desemprego em queda e renda em alta. Mas não adianta: a narrativa é de que o Brasil está acabando."

Reinaldo Azevedo ainda alertou para o impacto do crescimento bolsonarista sobre a democracia. "Há apreço pelos marginais do poder nas democracias. Eles se colocam à margem, mesmo quando já estiveram no centro. Isso é parte do jogo autoritário."

Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br.

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