
Viktor Orban, primeiro-ministro da Hungria
REUTERS/Marton Monus
Resumo
Levantamentos apontam possibilidade de fim dos 16 anos de Viktor Orbán no poder na Hungria, com eleições legislativas disputadas contra Péter Magyar, ex-aliado e líder da oposição com discurso anticorrupção.
Pesquisas indicam derrota do partido Fidesz, de Orbán, e avanço do Tisza, de centro-direita, liderado por Magyar, enquanto desgaste econômico e desejo de reaproximação com a União Europeia impulsionam a eleição considerada a mais importante desde a transição democrática de 1989/90.
Rompimento de Magyar com Orbán em fevereiro de 2024 resultou em apoio crescente, incluindo comícios massivos, e uma possível derrota de Orbán pode mudar alianças internacionais da Hungria, afetando relações com Estados Unidos, Rússia, Ucrânia e Otan.
Levantamentos realizados na Hungria indicam que as eleições legislativas realizadas neste domingo (12) podem encerrar os 16 anos de Viktor Orbán no poder. A disputa é contra o ex-aliado político, Péter Magyar, que lidera a oposição com um discurso de combate à corrupção.
Os húngaros elegem 119 deputados que, depois, vão escolher o primeiro ministro. As pesquisas indicam derrota do Fidesz, legenda de Orbán. O partido de Magyar é o Tisza, de centro-direita. Embora conte com o apoio econômico prometido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Orbán vê a sua hegemonia ameaçada pelo desgaste econômico e pela união de eleitores que buscam uma reaproximação com a União Europeia. A eleição é considerada a mais importante desde a transição democrática de 1989/90.
Magyar é uma figura experiente na política húngara. Ingressou no partido Fidesz ainda jovem e se mostrava admirador de Viktor Orbán, que governou o país pela primeira vez de 1998 a 2002.
Em fevereiro de 2024, Magyar rompeu com o atual mandatário e passou a ganhar apoio de eleitores. Mais de 100 mil pessoas compareceram ao seu primeiro comício em Budapeste.
Além do apoio norte-americano, Órban também é aliado da Rússia e, uma derrota poderia alterar a posição da Hungria com relação à guerra na Ucrânia e à Otan.
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