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Petróleo eleva o risco inflacionário no Brasil

Barril disparou após Trump anunciar pedágio no Estreito de Ormuz

Da redação
DA REDAÇÃO

15/07/2026 • 09:10 • Atualizado em 15/07/2026 • 09:10

Resumo

Alta dos preços do petróleo foi provocada pelo anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a cobrança de uma taxa de 20% para cargas que cruzam o Estreito de Ormuz, justificando a medida pela posição americana como “guardião da passagem” por onde circula um quinto do petróleo mundial.

Disparo da cotação do barril tipo Brent, referência internacional, alcançou 9,59% em um dia, com o valor subindo para US$ 83,30 e tendência de atingir US$ 90, em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, que inclui ataques mútuos, ameaças de bloqueio do estreito e preocupações globais sobre custos e logística do setor energético.

Impactos no Brasil incluem riscos de alta na inflação e nos combustíveis, com o governo adotando subvenções e subsídios para conter repasses ao consumidor, mas a manutenção do preço elevado pode obrigar a Petrobras a reajustar valores, afetando o orçamento de famílias endividadas e gerando apreensão no controle inflacionário.

Os preços do petróleo registraram forte alta após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a cobrança de uma taxa de 20% sobre as cargas que cruzarem o Estreito de Ormuz, no Oriente Médio. Segundo o americano, tarifa é necessária pois o país será o “guardião da passagem”, por onde circula 1/5 do petróleo global.

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A cotação do barril do tipo Brent, referência para o mercado brasileiro, disparou 9,59% na terça-feira (13), fechando em US$ 83,30, e já acelera rumo aos US$ 90 na manhã desta quarta-feira (14). A escalada ocorre em meio ao conflito entre forças americanas e iranianas, elevando as pressões de inflação no Brasil.

Uma rota estratégica sob disputa

A nova rodada do confronto iniciou-se após uma troca de ataques com mísseis e drones entre tropas dos Estados Unidos e do Irã na primeira semana de julho. Em resposta, Teerã declarou o fechamento do Estreito de Ormuz. Após isso, os EUA negaram o bloqueio e se autoproclamaram "guardião do estreito".

Segundo a colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa, o ex-presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP) Décio Oddone expressou profunda preocupação com os efeitos globais da nova cobrança.

"É algo que é surreal em termos de preço de petróleo derivado, fertilizante, sulfato e enxofre. Não dá nem para imaginar o choque que isso teria em preço e logística", alertou ele.

O histórico do conflito e os impactos no Brasil

O confronto entre EUA e Irã teve início em 28 de fevereiro, com frequentes oscilações no preço do barril. Após registrar picos próximos de US$ 120, o preço do petróleo caiu para faixa dos US$ 70 em abril, em meio as negociações de um cessar-fogo entre as partes.

No Brasil, o cenário gera apreensão imediata quanto ao controle inflacionário e ao custo dos combustíveis, pontuou Juliana Rosa.

Atualmente, o governo Lula usa subvenções e subsídios para tentar mitigar o repasse da valorização internacional aos consumidores. Entretanto, a persistência do nivel elevado do barril pode forçar reajustes pela Petrobras, impactando diretamente o orçamento de famílias que já convivem com altos índices de endividamento.