A proibição imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visite o ex-presidente Jair Bolsonaro pelos próximos 90 dias é vista por parte do bolsonarismo como um “livramento”. A avaliação é de aliados ouvidos pela colunista Mônica Bergamo.
No domingo (13), Moraes concluiu que Jair Bolsonaro descumpriu a proibição de usar redes sociais ao enviar uma carta lida por Flávio na semana passada, na qual apontava o filho como seu único interlocutor.
Segundo a colunista, a maioria dos aliados da campanha de Flávio critica a decisão por atingir justamente o período eleitoral. Nos bastidores, porém, parte do grupo avalia que, sem a influência direta do pai, o senador terá mais autonomia para conduzir a campanha.
Mônica Bergamo afirma ainda que a carta divulgada na semana passada esvaziou o papel de Michelle Bolsonaro como interlocutora do ex-presidente.
Com a campanha eleitoral, Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro estarão em Santa Catarina, enquanto Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos e está impedido de manter contato com o pai. Nesse cenário, Michelle tende a assumir a função de porta-voz de Jair Bolsonaro.
De acordo com a colunista, a expectativa entre aliados é que o ex-presidente volte a reforçar o discurso de perseguição política.
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