O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez uma transmissão ao vivo no início da noite desta segunda-feira (13) e questionou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu as visitas dele ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre atualmente prisão domiciliar.
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Essa foi a quinta vez que ele [Jair Bolsonaro] escreveu uma carta. E por que é que desta vez ele resolve questionar se eu estou descumprindo alguma ordem judicial? O que eu percebo é que, mais uma vez, Alexandre de Moraes quer só uma desculpinha para tirar o meu pai da domiciliar. Gente, não vamos ser ingênuos. Acabou de acontecer uma busca e apreensão na casa do meu pai. --Flávio Bolsonaro
A carta a que Flávio se refere foi lida por ele durante uma live, no último sábado (11). Nela, Bolsonaro afirma que está “saudoso do contato com o povo, ao qual devo lealdade”. Ele ainda aponta que esse é um “momento de decisão para o futuro de todos nós”. “Juntos, tudo faremos pela nossa pátria”, completou o ex-presidente.
Após a divulgação, Flávio Bolsonaro teve o direito de visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, suspenso pelos próximos 90 dias por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O magistrado ainda pede que a defesa se manifeste em até 48 horas sobre o assunto.
A interpretação do ministro do STF é que, com a carta, Jair Bolsonaro desrespeitou, direta ou indiretamente, o uso das redes sociais. O magistrado também alertou que há elementos que podem configurar propaganda eleitoral antecipada e encaminhou a decisão para a Procuradoria-Geral Eleitoral se pronunciar sobre assunto.
Flávio, no entanto, relacionou a decisão de Moraes às eleições de outubro, insinuando que poderia ser uma tentativa de manipulação. “Em que mundo nós estamos vivendo? Está claro para todo mundo: interferência nas eleições (…) Não coincidentemente esse prazo [de 90 dias] encerra após o primeiro turno."
Perseguição a Jair Bolsonaro?
Além das eleições, Flávio afirmou, na live desta segunda-feira, que a motivação de Alexandre de Moraes ao questionar sua outra transmissão, ocorrida no sábado (11), é tirar Jair Bolsonaro da prisão domiciliar a que se encontra atualmente. Ele citou a recente busca por armas ocorrida na casa do seu pai na semana passada.
Para quê? Exatamente para ver se encontrava uma muniçãozinha de uma arma qualquer de outro calibre ou achando que o presidente Bolsonaro pudesse estar mentindo. Fez uma busca e apreensão para ver se achava alguma coisa para tirar ele da domiciliar, para mais uma vez deixá-lo incomunicável, sem falar com os filhos, não encontraram nada, aí agora, essa desculpa esfarrapada.
O pré-candidato também afirmou que o tratamento ao pai é muito diferente do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve quando ficou preso em Curitiba. Flávio afirma que ele divulgou 22 cartas na época e nunca houve questionamento da Justiça. “O Lula podia fazer tudo”, afirmou Flávio.
Flávio apontou ainda que além de filho é advogado do pai e que já acionou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que o órgão se manifeste contra a decisão de Moraes. “É uma prerrogativa inegociável dos advogados ter acesso [ao cliente]. Nem que seja dessa forma absurda e restritiva, como estava sendo”, disse.
É uma crueldade. [Alexandre de Moraes] não está nem aí para um ser humano, para a família de ninguém. Não mede esforço para fazer maldade, para inventar crime contra os outros, para destruir a vida de centenas de brasileiros, como ele fez no caso do Rio de Janeiro. Um monte de gente inocente respondendo por crimes que não cometeram. --Flávio Bolsonaro
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