
Polícia deflagra operação contra grupo que planejava ataque a bomba em show da Lady Gaga
Aline Massuca/Reuters
A Polícia Civil impediu um ataque a bomba no show da cantora Lady Gaga, na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, neste sábado (3). Segundo a instituição, um grupo que disseminava discurso de ódio preparava um plano para promover ataques integrados com uso de explosivos improvisados e coquetéis molotov. A ação era tratada como um "desafio coletivo".
As investigações apontaram que os principais alvos dos criminosos eram crianças, adolescentes e pessoas da comunidade LGBTQIA+. Um homem que liderava o grupo foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo no Rio Grande do Sul e um adolescente foi apreendido por armazenamento de pornografia infantil, no Rio.
Além disso, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão contra nove alvos em municípios no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, onde foram encontrados dispositivos eletrônicos e outros materiais que serão analisados.
De acordo com a Polícia Civil, os alvos da operação, intitulada "Fake Monster", atuavam em plataformas digitais, promovendo a radicalização de adolescentes, a disseminação de crimes de ódio, automutilação, pedofilia e conteúdos violentos como forma de pertencimento e desafio entre jovens.
Em um desdobramento da operação, um outro mandado de busca e apreensão foi cumprido na tarde de sábado, em Macaé, no Norte Fluminense, contra um homem que ameaçava matar uma criança ao vivo. Ele responde por terrorismo e por indução ao crime.
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