
Ponte Frei Paolino Baldassari, no Acre
Neto Lucena/Secom
Resumo
Procedimento policial investiga as causas do desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari em Sena Madureira, ocorrido na noite de sexta-feira (5), com quatro feridos e uma vítima em estado gravíssimo.
Equipes de peritos, três delegados e uma equipe técnica de engenharia foram mobilizadas para apurar as circunstâncias do acidente, identificar fatores do colapso e realizar perícias especializadas na estrutura, inaugurada há dois anos por R$ 36 milhões.
Governo do Acre suspende contratos com a construtora responsável, instaura procedimento para apurar responsabilidades, atribui o ocorrido à empresa e destaca a busca por irregularidades em execução, fiscalização, manutenção e interdição, com possibilidade de responsabilização civil e criminal dos envolvidos.
A Polícia Civil do Acre abriu um procedimento para investigar as causas do desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, no interior do estado. O acidente ocorreu na noite de sexta-feira (5) e deixou quatro pessoas feridas. Uma das vítimas permanece internada em estado gravíssimo.
Logo após o colapso da estrutura, peritos criminais e investigadores iniciaram os primeiros levantamentos técnicos no local. De acordo com a Polícia Civil, três delegados foram designados para conduzir as investigações e apurar as circunstâncias que levaram ao desabamento.
A corporação informou ainda que uma equipe técnica de engenharia foi mobilizada para realizar perícias especializadas. O objetivo é identificar e comprovar os fatores que contribuíram para o colapso da ponte, inaugurada há dois anos ao custo de R$ 36 milhões.
Governo suspende contratos com construtora
Paralelamente à investigação policial, o Governo do Acre também instaurou um procedimento para apurar responsabilidades. Em nota, a administração estadual atribuiu à construtora responsável pela obra a responsabilidade pelo ocorrido e determinou a suspensão dos contratos mantidos com a empresa.
Segundo o governo, a ponte estava devidamente interditada no momento do acidente, com restrições ao tráfego de veículos e pedestres. Ainda assim, as autoridades buscam esclarecer como ocorreu o desabamento e se houve falhas relacionadas à execução, fiscalização, manutenção ou interdição da estrutura.
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Paulo Buzolin, afirmou que, caso sejam constatadas irregularidades durante as investigações, os responsáveis serão identificados e poderão responder civil e criminalmente pelos fatos.
As perícias técnicas seguem em andamento e devem subsidiar os próximos passos das investigações sobre o colapso da ponte, considerada uma das principais ligações viárias da região.


