Resumo
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,41% em junho, desacelerando em relação aos 0,62% de maio, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); a inflação acumulada em 12 meses subiu para 4,80%, refletindo pressão persistente sobre o custo de vida no país.
A queda nos preços dos combustíveis, impulsionada pela redução internacional do petróleo devido ao cessar-fogo no Oriente Médio, e a desaceleração no grupo de alimentação e bebidas foram os principais fatores para o resultado de junho, com destaque para recuos de 0,73% na gasolina, 5,30% no etanol e desaceleração de 1,38% para 0,74% em alimentos.
O cenário inflacionário permanece incerto diante da valorização do dólar, das campanhas eleitorais e estímulos econômicos do governo federal, além da possível chegada do fenômeno El Niño, que pode elevar os preços dos alimentos básicos e pressionar a inflação nos próximos meses, segundo análise de especialistas.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho, registrando uma desaceleração em relação aos 0,62% apurados no mês de maio.
O resultado, divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi impulsionado principalmente pela queda nos preços dos combustíveis e pela perda de ritmo no grupo de alimentos.
Mesmo com a diminuição, a inflação acumulada nos últimos 12 meses no Brasil avançou para 4,80%. O dado aponta que, apesar do alívio pontual no índice no mês de junho, a tendência de longo prazo do custo de vida ainda se mantém pressionada no cenário nacional.
Alívio temporário em combustíveis e alimentação
A redução no preço internacional do petróleo, decorrente do cessar-fogo parcial no Oriente Médio, contribuiu para deminuir os preços internos dos derivados. De acordo com o IBGE, o grupo de transportes apresentou leve recuo de 0,03%, influenciado pela queda de 0,73% na gasolina e de 5,30% no etanol. O grupo de alimentação e bebidas também desacelerou, passando de uma alta de 1,38% em maio para 0,74% em junho.
A colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa, explicou que a desaceleração representa um sinal de estabilização, embora os preços continuem elevados.
"Quando a gente fala 'a inflação foi menor', pode passar a percepção de que tem queda de preço. Não, as coisas continuam caras, mas o resultado é um sinal positivo, um indício de uma melhora na economia", analisou a jornalista.
Fatores de risco e projeções para os próximos meses
A colunista alerta que, apesar do recuo mensal registrado em junho, elementos de incerteza podem voltar a pressionar os índices inflacionários no segundo semestre. O dólar encerrou a quarta-feira (24) cotado a R$ 5,20, o que encarece insumos importados.
Além disso, as campanhas eleitorais e as medidas de estímulo econômico adotadas pelo governo federal tendem a manter os preços em alta no Brasil.
Outro fator de atenção é a iminente chegada do fenômeno El Niño, que vem com potencial para afetar safras agrícolas e encarecer alimentos básicos.


