Resumo
Crise diplomática envolve declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que atacou publicamente o Papa Leão XIV nas redes sociais, chamando-o de "fraco no combate ao crime" e "péssimo em política externa".
Reações internacionais incluem repúdio da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que classificou as palavras de Trump como "inaceitáveis", além de manifestações de apoio ao Papa por parte de políticos italianos, americanos e lideranças da Igreja Católica.
Resposta do Vaticano foi firme, com o Papa Leão XIV afirmando não ter "medo" de Trump e reforçando sua intenção de continuar defendendo a paz, enquanto Trump se recusa a pedir desculpas e intensifica a tensão ao publicar imagem polêmica gerada por IA.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, classificou como "inaceitáveis" as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Papa Leão XIV.
A fala eleva a crise diplomática gerada após o presidente americano ter atacado o pontífice em suas redes sociais no domingo (12). Trump chamou o Papa de "fraco no combate ao crime" e "péssimo em política externa". As críticas foram uma reação à postura do líder católico, que se manifestou contra a guerra no Oriente Médio e pediu uma solução diplomática para o conflito envolvendo o Irã, o que foi visto por Trump como uma posição "muito liberal".
"Considero inaceitáveis as palavras do presidente Trump em relação ao Santo Padre. O papa é o líder da Igreja Católica, e é correto e natural que ele peça paz e condene todas as formas de guerra", disse Meloni em um comunicado.
*Ataques de Trump geram crise*
No domingo, Donald Trump intensificou os ataques, afirmando que não é "um grande fã" do Papa Leão XIV e que o pontífice deveria ser "grato" a ele por sua eleição. A tensão aumentou quando o presidente americano publicou uma imagem gerada por inteligência artificial que o retratava como uma figura semelhante a Jesus Cristo, o que gerou acusações de blasfêmia.
Nesta segunda-feira (13), Trump se recusou a pedir desculpas ao Papa, reafirmando que o líder católico seria "muito fraco". As declarações provocaram uma onda de repúdio na Itália e nos Estados Unidos, unindo políticos de diferentes espectros e lideranças da Igreja Católica em defesa do pontífice.
A resposta do Vaticano veio em um tom firme, mas evitando o confronto direto. Durante seu voo para uma viagem de 11 dias por quatro países da África, o Papa Leão XIV afirmou que não tem "medo" de Trump e que continuará a "falar com voz forte sobre a mensagem do Evangelho".
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