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Quem são os ex-diretores da Americanas foragidos e alvos da Interpol

Miguel Gutierrez, ex-CEO da companhia, e Anna Christina Saicali, ex-diretora, são investigados por fraude de mais de R$ 25 bilhões

Por Redação
REDAÇÃO

27/06/2024 • 15:54 • Atualizado em 27/06/2024 • 15:54

Miguel Gutierrez e Anna Christina Saicali, ex-diretores da Americanas

Miguel Gutierrez e Anna Christina Saicali, ex-diretores da Americanas

Reprodução e Divulgação/Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O escândalo financeiro envolvendo as Lojas Americanas teve um novo desdobramento nesta quinta-feira (27), com operação da Polícia Federal (PF) que mirou Miguel Gutierrez, ex-CEO da companhia, e Anna Christina Saicali, ex-diretora.

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Ambos são agora considerados foragidos e tiveram seus nomes incluídos na lista de Difusão Vermelha da Interpol.

A operação da PF investiga uma fraude bancária estimada em mais de R$ 25 bilhões, considerada a maior da história do mercado financeiro brasileiro.

A fraude envolvia operações de risco sacado, nas quais a Americanas antecipava pagamentos a fornecedores através de empréstimos bancários, inflando artificialmente o caixa e valorizando suas ações.

Operação da PF

Os mandados de prisão contra Gutierrez e Saicali foram expedidos, mas ambos estão no exterior.

Além dos mandados de prisão, 80 policiais federais cumpriram 15 mandados de busca e apreensão nas residências dos ex-diretores no Rio de Janeiro.

A Justiça Federal também ordenou o sequestro de bens e valores dos investigados, somando mais de R$ 500 milhões de reais.

Segundo a PF, há indícios de crimes de manipulação de mercado, uso de informação privilegiada, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A investigação teve apoio técnico da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da atual diretoria da Americanas.

Em nota, a Americanas afirmou ser vítima de uma fraude de resultados pela antiga diretoria, que manipulou os controles internos da empresa.

Como foi a fraude de ganhos milionários

A fraude contábil envolveu a manipulação de balanços para apresentar uma situação financeira saudável, permitindo aos executivos receberem bônus milionários.

Quando Gutierrez soube que seria substituído, ele começou a vender suas ações, lucrando mais de R$ 150 milhões antes que a fraude fosse descoberta e as ações desvalorizassem.

Saicali também teria lucrado significativamente, com ganhos próximos a R$ 60 milhões. Outros 11 executivos estão sob investigação por participarem da operação fraudulenta.

Os principais acionistas da Americanas, Carlos Alberto Sicupira, Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles, foram mencionados por Gutierrez como conhecedores das decisões estratégicas da empresa.

A investigação se estende para determinar se há responsabilidade dos acionistas majoritários no esquema fraudulento.